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Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) transformaram segurança pública, educação e economia nos principais assuntos do primeiro debate pelo governo de São Paulo nas eleições de 2026. Realizado pela Band neste domingo, 9, o encontro teve poucos momentos de confronto mais intenso.

O debate repetiu, em vários momentos, uma divisão que deve acompanhar a campanha. Tarcísio, por exemplo, recorreu às realizações dos quatro anos à frente do Palácio dos Bandeirantes. Já Haddad tentou identificar fragilidades da administração estadual e atribuiu parte das entregas paulistas à participação do governo federal.

A educação abriu os trabalhos. Indagado sobre os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Tarcísio destacou a ampliação das escolas de tempo integral, a formação de professores e o avanço do ensino profissionalizante. Neste último ponto, os números mostram uma expansão expressiva: ao considerar a rede estadual e as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), São Paulo passou de 136,8 mil estudantes matriculados no ensino técnico em 2023 para 321 mil em 2026, alta de 134%. Apenas nas escolas da Secretaria Estadual de Educação, as matrículas saltaram de 35 mil para 231 mil no período e chegaram a 2.212 unidades.

Haddad escolheu outro recorte. Ex-ministro da Educação, o petista afirmou que São Paulo perdeu posições em rankings sobre qualidade do ensino médio e comparou o desempenho paulista ao de outros Estados. Os dados do Ideb mostram que a rede estadual de São Paulo caiu de 4,4 em 2021 para 4,2 em 2023. No Saeb, também houve recuo no ensino médio: a média em língua portuguesa passou de 278,34 para 274,43, enquanto a de matemática caiu de 268,96 para 264,66. A comparação entre Estados, no entanto, depende do recorte adotado. No Ideb 2023 do ensino médio que considera as redes pública e privada, São Paulo, Pernambuco e Piauí registraram a mesma nota: 4,5.

Tarcísio respondeu ao destacar o avanço da alfabetização no Estado. Neste ano, São Paulo recebeu pela primeira vez o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). O Estado somou 118 pontos de 150 possíveis e avançou em relação à edição anterior, quando havia recebido o Selo Prata. Os dados mais recentes divulgados pelo MEC mostram ainda que 61% dos alunos paulistas do 2º ano estavam alfabetizados na idade certa em 2025, o equivalente a cerca de 360 mil crianças.

Cracolândia aquece o debate

Quando os candidatos tiveram liberdade para formular perguntas, Tarcísio levou a discussão para uma área relacionada ao período de Haddad na Prefeitura de São Paulo. O governador citou o esvaziamento da cracolândia, que ocorreu neste ano, e perguntou ao adversário sobre o programa assistencialista De Braços Abertos, implantado durante a administração petista na capital.

Haddad defendeu a iniciativa. De acordo com o petista, “dois terços das pessoas atendidas pelo programa deixaram o uso do crack e das drogas”. Os levantamentos disponíveis, contudo, mostram um resultado diferente. Uma avaliação do De Braços Abertos mostrou que 67% dos beneficiários reduziram o consumo de crack, e não que abandonaram a droga. Outro levantamento registrou queda de 60% na quantidade média consumida, de 42 para 17 pedras por semana. Mas a redução entre os participantes também não significou o desaparecimento da cracolândia. Levantamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), estimou que o fluxo médio na região passou de 709 pessoas, em abril de 2016, para 1.861 em maio de 2017, crescimento de 160%. O De Braços Abertos adotava uma política de redução de danos e oferecia alimentação, hospedagem e trabalho remunerado aos beneficiários.

Tarcísio rebateu ao dizer que a cracolândia teve fim na gestão atual (leia a reportagem especial da Revista Oeste). No início de 2023, cerca de 3 mil pessoas ainda frequentavam as cenas abertas de uso na região, segundo o governo paulista. A concentração diminuiu progressivamente até o esvaziamento da Rua dos Protestantes, último ponto de aglomeração maciça, em maio de 2025.

Pouco mais de um ano depois, o endereço que abrigava o último grande fluxo se transformou na Praça do Triunfo. Inaugurado em julho deste ano, o espaço recebeu cerca de R$ 2,5 milhões em investimentos e ganhou quadra poliesportiva, academia ao ar livre, jardim e áreas de convivência. Na mesma quadra, está prevista ainda a construção de 97 unidades habitacionais e três espaços comerciais.

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O impacto apareceu nos indicadores de segurança: nos dois distritos policiais que abrangem Campos Elíseos e Santa Cecília, onde havia concentração de usuários de drogas, os roubos caíram de 2.905 no primeiro trimestre de 2023 para 881 no mesmo período de 2026, redução de cerca de 70%.

O governador também citou o reassentamento da Favela do Moinho. Iniciado em abril de 2025, o processo havia realizado quase 950 mudanças até julho deste ano. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), 627 famílias já estavam em moradias definitivas e apenas nove permaneciam na área, enquanto as demais atendidas aguardavam a conclusão de seus imóveis ou buscavam unidades para aquisição com auxílio do programa habitacional.

A operação contou também com participação federal. Em maio de 2025, Estado e Ministério das Cidades firmaram acordo para oferecer imóveis de até R$ 250 mil às famílias. Em julho deste ano, a União concluiu a cessão gratuita ao governo paulista dos 61,3 mil metros quadrados da antiga favela, onde está prevista a implantação do Parque do Moinho.

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A vez da segurança pública

Haddad atacou a política de segurança do governo paulista, criticou o desempenho do então secretário Guilherme Derrite e afirmou que o PCC se fortaleceu no Estado. Para sustentar a ofensiva, mencionou suspeitas envolvendo integrantes das forças policiais.

Essa referência exige ressalva. Em julho, a Operação Janus, do Ministério Público de São Paulo, atingiu um grupo suspeito de movimentar recursos ilícitos em benefício do PCC. Relatórios que embasaram a ação citaram três coronéis da Polícia Militar, incluindo José Augusto Coutinho, comandante-geral da corporação até abril deste ano, e mostraram que integrantes do núcleo investigado demonstravam influência sobre policiais civis e militares.

Os três coronéis citados, contudo, não são investigados nem foram alvos da operação. A apuração está concentrada no grupo suspeito de crimes financeiros, e os elementos relacionados aos policiais deverão ser encaminhados à Justiça Militar. A defesa de Coutinho nega qualquer envolvimento.

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No mesmo período, as forças estaduais participaram de operações voltadas a atingir o patrimônio e a lavagem de dinheiro de organizações criminosas. Em fevereiro, por exemplo, a Operação Dark Trader, realizada pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, atingiu uma organização suspeita de lavar R$ 1,1 bilhão em sete meses por meio de empresas de fachada. De acordo com a investigação, o esquema tinha ligação com o PCC. Duas pessoas foram presas, incluindo um homem apontado como integrante da facção. Em abril, outra frente de investigação atingiu estruturas de lavagem de dinheiro. A Operação Criptonita, da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, identificou R$ 146,5 milhões movimentados por meio de criptoativos e prendeu quatro suspeitos.

Os números deram a Tarcísio argumentos para rebater as críticas. Em 2025, São Paulo registrou 161,3 mil roubos, queda de 16,7% em relação ao ano anterior e menor resultado desde o início da série histórica, em 2001. Os latrocínios também atingiram o menor patamar da série, com 129 casos — redução de 22,2% em um ano. Os homicídios dolosos recuaram pelo terceiro ano consecutivo. Foram 2.438 ocorrências em 2025, 3,1% abaixo das 2.517 registradas em 2024. Outros crimes patrimoniais acompanharam a tendência: os roubos de veículos caíram 21%, para 25 mil casos, e os de carga recuaram 26,3%, para 3.470. As duas modalidades também chegaram aos menores níveis da série histórica.

Tarcísio também destacou o Muralha Paulista, sistema que integra câmeras públicas e privadas a bancos de dados das forças de segurança. No início de 2026, a rede reunia 94 mil equipamentos, entre leitores de placas, câmeras com reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real, e alcançava mais de 90% dos municípios paulistas. “Queremos devolver a sensação de segurança à medida que os indicadores vão cedendo”, afirmou.

Haddad buscou um dos pontos mais vulneráveis da administração estadual: a violência contra a mulher. O petista mencionou o crescimento dos “feminicídios” e classificou a situação como uma “epidemia”. Os números dão sustentação à crítica nesse indicador. São Paulo encerrou 2025 com 270 “feminicídios”, maior número desde o início da série histórica estadual, em 2018, e alta de 6,7% em relação aos 253 casos do ano anterior. A tendência continuou em 2026: entre janeiro e maio, foram 124 ocorrências, ante 107 no mesmo período de 2025, crescimento de 15,9%. A situação dos estupros é menos linear. No acumulado de 2025, os registros caíram de 14.579 para 14.443. Já os estupros de vulneráveis tiveram leve crescimento no primeiro trimestre deste ano, de 2.932 para 2.942 casos.

Tarcísio reconheceu que há espaço para avançar e respondeu enumerando medidas adotadas pelo Estado. Uma delas é o monitoramento eletrônico de agressores: desde a implantação do programa, em setembro de 2023, 1.198 homens já haviam sido acompanhados por tornozeleiras até março deste ano e 123 foram presos por descumprirem ordens de afastamento.

PCC e Carbono Oculto entram em pauta

O crime organizado voltou ao debate quando Tarcísio destacou as operações destinadas a atingir a estrutura financeira das facções. O governador afirmou que São Paulo passou a mirar os mecanismos de lavagem de dinheiro e a infiltração criminosa na economia formal.

Um dos principais exemplos foi a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 contra a atuação do PCC no setor de combustíveis. A força-tarefa reuniu cerca de 1,4 mil agentes de instituições estaduais e federais e investigou mais de 300 postos somente em São Paulo. A Polícia paulista mobilizou 776 agentes para o cumprimento de 156 mandados de busca. As investigações avançaram sobre o sistema financeiro.

Em maio deste ano, a Operação Fluxo Oculto identificou seis fintechs suspeitas de funcionar como estruturas paralelas para movimentar e ocultar recursos ligados ao esquema. Conforme a apuração, essas instituições movimentaram mais de R$ 26 bilhões em quatro anos. Tarcísio também mencionou ações para recuperar áreas submetidas ao controle territorial do crime organizado. Em maio, a Polícia Militar retirou barricadas instaladas em vias de Paraisópolis, na zona sul da capital, depois de surgirem relatos sobre o avanço do controle exercido pelo PCC na favela.

Haddad propôs a criação de um gabinete permanente de combate ao crime organizado, presidido pelo governador de turno. O grupo reuniria os comandos das polícias Civil e Militar, da Polícia Federal, da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e de representantes dos Ministérios Públicos dos Estados e da Federação, com reuniões e prestação de contas periódicas. “A questão da segurança pública é um assunto do governador”, disse o petista.

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Haddad ataca Bolsonaro

A nacionalização da eleição apareceu quando Haddad perguntou se Tarcísio tinha vergonha de Bolsonaro. O governador não se afastou do antigo chefe. Disse ser grato ao ex-presidente, lembrou que Bolsonaro o tornou ministro da Infraestrutura e mandou-lhe um abraço durante o programa.

A resposta neutralizou a tentativa de Haddad de provocar um distanciamento público entre os dois. Em seguida, Tarcísio passou a direcionar suas críticas para Brasília e para a administração Lula. “Será que não tem que mudar Brasília? Não precisa dar uma guinada?”, perguntou.

Essa última interação refletiu as estratégias previstas antes do encontro: Tarcísio entrou no estúdio disposto a defender o legado do governo paulista e criticara administração federal; Haddad procurou explorar vulnerabilidades estaduais e aproximar o governador de Bolsonaro.

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Master, juros e economia

A economia também levou o confronto para Brasília. Haddad responsabilizou Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para a presidência do Banco Central, pela atual política de juros. Também associou a gestão do antigo presidente da autarquia aos escândalos que que posteriormente vieram à tona no Banco Master.

Foi em 2019 que o Banco Central autorizou a transferência do controle da instituição, então denominada Banco Máxima, para Daniel Vorcaro. Durante a gestão Campos Neto, o BC enviou 18 ofícios ao Master cobrando ajustes nas contas e nas práticas de gestão. Desde 2023, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) também alertava a autoridade monetária sobre os riscos da instituição. Depois da liquidação do Master, em novembro de 2025, o Banco Central abriu uma investigação interna para apurar eventuais falhas na fiscalização da instituição.

Em abril deste ano, o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou no Senado que não havia, nas auditorias ou sindicâncias realizadas, nenhum elemento que apontasse culpa de seu antecessor no crescimento ou nas fraudes envolvendo o banco.

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Tarcísio mudou o alvo para a política fiscal e atribuiu parte das dificuldades da economia ao desempenho do arcabouço fiscal e ao crescimento das despesas públicas. Os números mostram uma trajetória de aumento do endividamento: a Dívida Pública Federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, avanço nominal de 18% em relação aos R$ 7,316 trilhões registrados no fim de 2024.

O próprio Tesouro Nacional considera desafiador o cenário para as contas públicas nos próximos anos e prevê aumento da dívida no curto prazo. No relatório de projeções divulgado em junho, o órgão estimou déficit primário efetivo de 0,4% do PIB para o governo central em 2026 e afirmou que a consolidação fiscal exigirá medidas de recuperação de receitas ou revisão de despesas.

Haddad recorreu aos indicadores de inflação e emprego e defendeu o desempenho econômico da administração Lula. O IPCA acumulava 4,64% nos 12 meses encerrados em junho, depois de registrar alta de 0,16% naquele mês. Tarcísio contrapôs os números com o ritmo de crescimento e a situação financeira das empresas. O PIB avançou 1,1% no primeiro trimestre deste ano ante os três meses anteriores, mas cresceu 1,8% na comparação anual e acumulou expansão de 2% em quatro trimestres. O quadro das empresas também mostrou sinais de pressão. Em maio, mais de 9 milhões de CNPJs estavam inadimplentes no país, em patamar recorde, com R$ 229,9 bilhões em dívidas negativadas. Em 2025, 2.466 empresas estiveram envolvidas em processos de recuperação judicial, alta de 13% e maior número da série histórica.

Os efeitos do tarifaço

Tanto Haddad quanto Tarcísio reconheceram os efeitos negativos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, mas divergiram sobre a dimensão política do conflito.

As novas medidas norte-americanas atingem 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao país. Em 16,5% dos embarques, a combinação das sobretaxas chega a 37,5%, alcançando produtos como máquinas e equipamentos, madeira, calçados, móveis e confecções.

Trump durante jantar de trabalho no pátio principal do Palácio de Versalhes, na França - 17/6/2026 | Foto: Xose Bouzas/Hans Lucas/Reuters

Os efeitos já chegaram ao comércio exterior. No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025.

Haddad classificou a ofensiva tarifária como injustificada e defendeu “união nacional” para enfrentar os Estados Unidos. Também acusou adversários políticos de terem apoiado o governo norte-americano. Tarcísio preferiu concentrar a resposta nos efeitos econômicos das medidas, principalmente sobre a indústria paulista.

Privatizações dividem os candidatos

Haddad criticou a participação da iniciativa privada em serviços públicos, embora tenha citado as parcerias público-privadas aprovadas durante o primeiro governo Lula, do qual fazia parte. A Lei das PPPs, sancionada em 2004, estabeleceu as regras gerais para esse tipo de contratação na União, nos Estados e nos municípios.

O petista, contudo, procurou diferenciar as parcerias que defende das privatizações e concessões conduzidas por Tarcísio. Criticou sobretudo a desestatização da Sabesp e a transferência à iniciativa privada da administração de serviços relacionados a parques e ao transporte sobre trilhos.

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No caso da Sabesp, os primeiros resultados oferecem argumentos ao governo paulista. A privatização, concluída em julho de 2024, antecipou contratualmente de 2033 para 2029 a meta de universalização do saneamento e prevê cerca de R$ 70 bilhões em investimentos entre 2024 e 2029. Somente no biênio 2024-2025, a companhia investiu R$ 15,2 bilhões e informou ter levado água potável a 1,8 milhão de pessoas no último ano.

Nos trilhos, as concessões também resultaram em investimentos e renovação de frota, embora os indicadores operacionais sejam mais irregulares. As linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda receberam 36 novos trens e passaram por intervenções em estações e infraestrutura. No primeiro semestre deste ano, a Linha 8 registrou 20 falhas, abaixo das 24 ocorrências do mesmo período de 2025; na Linha 9, entretanto, houve ligeiro aumento, de 13 para 14.

As considerações finais

Nas considerações finais, Tarcísio voltou aos indicadores de segurança e enumerou projetos que pretende manter ou ampliar em um eventual segundo mandato. Até maio deste ano, o Estado informava ter destinado mais de R$ 9,7 bilhões a cerca de 800 Santas Casas e instituições filantrópicas. Em 2026, a iniciativa foi estendida aos hospitais municipais, com previsão de R$ 760 milhões anuais para 100 unidades em 77 cidades. O governador também falou em preparar estudantes para as profissões ligadas às novas tecnologias, ampliar o uso de inteligência artificial e avançar nos projetos de expansão ferroviária. Na segurança pública, prometeu criar um centro de inovação dedicado ao setor.

Haddad terminou recorrendo ao governo Lula. Nas considerações finais, destacou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, medida que entrou em vigor em janeiro deste ano. A nova regra zera o imposto devido nessa faixa e estabelece redução gradual para rendimentos de até R$ 7.350.

O primeiro debate terminou com duas estratégias distintas. Haddad buscou transformar problemas enfrentados pelo Estado em argumentos para uma mudança de comando. Tarcísio apostou no balanço dos quatro anos de governo e nos números de suas principais vitrines para defender a permanência no Palácio dos Bandeirantes.

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Tarcísio e Haddad divergiram sobre privatizações - 9/8/2026 | Foto: Leco Viana/TheNEWS2/Reuters

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