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Novo tributo sobre voos internacionais pode reduzir operações de aéreas no Brasil

Empresas aéreas internacionais avaliam reduzir a oferta de voos ou desistir de ampliar suas operações no Brasil por causa da possível cobrança de um novo imposto sobre o transporte aéreo internacional, previsto para entrar em vigor em 2027.

Empresas aéreas internacionais avaliam reduzir voos ou desistir de ampliar operações no Brasil diante da possibilidade de cobrança de um novo tributo sobre o transporte aéreo internacional a partir de 2027.

O governo recebeu alertas por meio de cartas enviadas por companhias, associações do setor e embaixadas. As manifestações questionam a tributação prevista na Reforma Tributária e sustentam que a cobrança pode colocar o Brasil em uma posição diferente da adotada pela maior parte dos países e reduzir a atratividade do mercado brasileiro.

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Pelas regras previstas na reforma, o transporte aéreo internacional de passageiros terá incidência de 14% sobre o valor final da passagem, porcentual correspondente a 50% do IVA Dual. Para o transporte internacional de cargas, a alíquota será de 28%.

Atualmente, a aviação internacional não sofre incidência de imposto sobre o serviço.

A proposta também enfrenta dúvidas sobre a operacionalização da cobrança. No transporte de passageiros, a regra prevê a utilização de um documento eletrônico com informações sobre a passagem. Para as cargas, será necessário registrar eletronicamente os dados do frete.

Governo busca alternativa para tributação

A Secretaria de Aviação Civil tenta construir uma alternativa por meio de regulamentação infralegal. A proposta prevê alíquota zero para países que não tributam o consumo do transporte aéreo internacional.

Segundo o governo, cerca de 98% das nações não adotam esse tipo de cobrança.

A ideia segue o princípio da reciprocidade. O Brasil aplicaria alíquota zero nos mercados que não cobram tributos semelhantes. Nos países que adotam tributação sobre o setor, o governo poderia avaliar a aplicação da cobrança.

Empresas aéreas internacionais avaliam reduzir voos ou desistir de ampliar operações no Brasil | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Secretaria de Aviação Civil encaminhou a estratégia ao Ministério da Fazenda. A proposta, contudo, enfrenta resistência na pasta, que busca evitar novas exceções à Reforma Tributária diante do risco de aumento do porcentual final do IVA.

O Ministério da Fazenda também avalia a necessidade de alteração na legislação para garantir a mudança. Nesse caso, seria necessário encaminhar a proposta ao Legislativo.

Transporte de cargas pode enfrentar alíquota de 28%

Sem alterações, a partir de 1º de janeiro de 2027, o transporte aéreo internacional poderá enfrentar a nova carga tributária. Até o momento, não há uma solução definida para a operacionalização da cobrança.

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No transporte internacional de cargas, a previsão é da aplicação da alíquota cheia, estimada em 28%.

O governo avalia que a medida pode atingir uma cadeia ampla de produtos transportados por avião, incluindo medicamentos, insumos industriais, material genético e cargas de alto valor agregado.

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