O STF virou uma carcaça; só se espere mais putrefação
Flávio Dino, que trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária, resolveu dar a sua colaboração ao caos que reina no Supremo Tribunal Federal (STF) desde que a prioridade de boa parte dos ministros se tornou salvar a pele de Alexandre de Moraes. Com a sua decisão de hoje, escrita com a pena da arrogância, de reintegrar Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, o mini
Flávio Dino, que trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária, resolveu dar a sua colaboração ao caos que reina no Supremo Tribunal Federal (STF) desde que a prioridade de boa parte dos ministros se tornou salvar a pele de Alexandre de Moraes.
Com a sua decisão de hoje, escrita com a pena da arrogância, de reintegrar Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, o ministro afrontou a maioria colegiada da 2ª Turma e também o presidente do STF, Edson Fachin, responsável pelo julgamento do recurso da Advocacia-Geral da União contra a determinação de André Mendonça.
Decisão tomada sob o pretexto risível de evitar “danos irreparáveis” a processos, Flávio Dino tenta lançar uma sombra de suspeição sobre o colega, agora inimigo, requentando a história do encontro que André Mendonça teve com Daniel Vorcaro, quando o fraudador se passava por banqueiro, na sede do instituto do qual o ministro era sócio.
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Estamos no terreno das equivalências desonestas, onde Flávio Dino manobra o seu trator como ninguém, certamente para os aplausos e também para as gargalhadas, como as fotografadas recentemente na saída do Supremo, dos companheiros de luta pela democracia em causas próprias, das quais a mais urgente, repita-se, é a de Alexandre de Moraes, que não admite ver investigada a relação promíscua que mantinha com o perpetrador da maior fraude financeira da história do país.
Os problemas que assombram o STF
Só os ingênuos nutrem ilusões que já deveriam estar perdidas. O autoritarismo, o patrimonialismo e a corrupção, inclusive dos modos e dos costumes, mataram o STF tal como o conhecíamos antes da abertura do Inquérito das Fake News, marco inicial da putrefação do tribunal.
Sete anos depois, o que existe é uma carcaça imersa no caos, que provoca engulhos cada vez que somos obrigados a passar perto dela. Só se espere mais decomposição.
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