OAB pede apuração rigorosa sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou, nesta terça-feira, 1º, uma apuração rigorosa e isenta dos fatos relacionados à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições. A manifestação ocorre após a divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, além de outras autoridades.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu nesta terça-feira, 1º, uma “apuração rigorosa e isenta” dos fatos relacionados à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que vieram a público mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras figuras da república.
O presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, Délio Lins e Silva Jr., assinou a nota pública. A entidade defendeu que as investigações alcancem “quem quer que seja”, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência.
A instituição afirmou acompanhar as notícias “com atenção e extrema preocupação”.
OAB cita impacto nas instituições
A OAB destacou que o caso envolve instituições que considera essenciais para a democracia. A entidade também citou o período eleitoral. Segundo a Ordem, o momento aumenta a preocupação com os efeitos da crise sobre as instituições.
“A Ordem se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral”, afirmou a OAB.
Na nota, a entidade também defendeu o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Moraes e Vorcaro
O ministro do STF André Mendonça autorizou a divulgação do relatório que reúne mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes e a outros destinatários.
Segundo o relatório, Vorcaro teve uma série de encontros com Moraes entre 2024 e 2025. O empresário também enviou mensagens ao ministro antes de a PF prendê-lo pela primeira vez na Operação Compliance Zero, em 17 de novembro de 2025.
A PF também registrou que Moraes modificou um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes, sua mulher, e Vorcaro.
Vorcaro também afirmou a funcionários que o pagamento ao escritório de Viviane era o “mais importante”. Em mensagem a um sócio, o dono do Master reclamou que o escritório não havia recebido o valor.
Outras mensagens citam tratativas de Vorcaro para custear viagens de Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, para um evento em Londres.
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