OMS alerta para colapso hospitalar na Venezuela após terremotos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o sistema de saúde da Venezuela entrou em colapso após dois terremotos na semana passada. A organização avaliou 21 unidades de saúde, das quais três sofreram danos graves e seis ficaram parcialmente danificadas. As demais operam com enorme sobrecarga, segundo o órgão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta terça-feira, 30, que o sistema de saúde da Venezuela entrou em colapso. Dois terremotos atingiram o país na semana passada. O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, informou que a organização avaliou 21 unidades de saúde.
Três hospitais sofreram danos graves e seis ficaram parcialmente danificados. “Os demais permanecem em funcionamento, mas com enorme sobrecarga”, disse a jornalistas em Genebra. O governo venezuelano contabiliza 38 hospitais danificados em todo o país.
“Entre as principais deficiências estão o colapso dos serviços de medicina legal e dos necrotérios, além da insuficiência dos sistemas de registro de vítimas e de acompanhamento de pessoas desaparecidas”, continuou Lindmeier.
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O governo atualizou os dados para 1,9 mil mortos e 10,5 mil feridos. Uma iniciativa popular, porém, afirma que 40,7 mil pessoas continuam desaparecidas. O tempo reduz as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros.
Impacto nos serviços de saúde na Venezuela
Outra preocupação é a de que muitos médicos especialistas também estão desaparecidos nos escombros, afirmou a OMS. Isso agrava os desafios ao sistema de saúde num país do qual 8 milhões de pessoas, incluindo muitos médicos e enfermeiros, fugiram nos últimos anos.
"As conclusões revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados por sobrelotação, crescentes atrasos cirúrgicos e uma falha nas medidas de biossegurança”, disse ainda o porta-voz da OMS.
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A OMS também teme o aumento de doenças como sarampo, dengue, febre amarela e malária. O grupo de milhares de desaparecidos inclui um grande número de profissionais de saúde.
Nesse cenário, aumenta a presença crescente de organizações não governamentais no país, com tendas da Cruz Vermelha, do Programa Alimentar Mundial e de outras organizações montadas em passeios, esplanadas à beira-mar e instalações desportivas.
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