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Onda de calor coloca dois em cada cinco europeus em risco

Ontem, dois em cada cinco europeus estavam sob risco de enfrentar temperaturas acima de 30°C, com o leste e o sul da Europa sendo as regiões mais afetadas.

Por Brasil Estado há 1 dia 3 min de leitura

Com a onda de calor escaldante se deslocando para o leste e o sul do continente, países da Europa Ocidental estão fazendo as contas sobre seus efeitos sobre a população. Depois da França, a Espanha contabiliza milhares de mortos em decorrência das temperaturas extremas. Que agora castigam países como Áustria, Eslováquia e Croácia.

Dados oficiais divulgados na 4ª feira (1º/7) mostram que a Espanha registrou 1.029 mortes no mês passado atribuíveis ao calor. Com temperaturas ultrapassando 40oC, o país teve o segundo junho mais quente já registrado, informam Folha e Reuters.

Segundo informações do sistema de monitoramento diário de mortalidade (chamado de MoMo) do Ministério da Saúde espanhol, o mês de junho teve o maior número de mortes atribuídas ao calor desde igual mês de 2015. Além disso, destaca a France24, foi mais que o dobro das 407 mortes atribuídas ao calor em junho de 2025 – de acordo com a agência meteorológica nacional Aemet, o junho mais quente na Espanha desde que os registros começaram a ser feitos, relatam Wion e SCMP.

As temperaturas médias durante o mês passado no território espanhol ficaram 3,2oC acima do normal, segundo a Aemet. No auge da onda de calor, em 23 de junho, cerca de 35,7 milhões de pessoas – 73% da população da Espanha -, foram expostas a riscos à saúde devido ao calor extremo. Destas, 38% enfrentaram condições de alto risco.

Na França, as mortes associadas ao calor extremo também superaram a casa dos milhares como na Espanha. Por isso, parlamentares do Partido Verde francês anunciaram planos de apresentar uma moção de censura contra o governo devido à forma como lidou com a forte onda de calor, relata a France24.

Também como a Espanha, a Inglaterra teve o junho mais quente já registrado, mostram dados preliminares do Met Office. O mês foi quente tanto de dia quanto de noite, com temperaturas médias atingindo 17,1°C – quase 3°C acima da média. As frequentes noites com clima tropical, em que as temperaturas não caem abaixo de 20°C, contribuíram para o aumento das temperaturas médias, informa a BBC.

Com o calor avançando sobre o continente, a previsão para ontem era de que dois em cada cinco europeus deveriam enfrentar temperaturas acima de 30°C, sendo o leste e o sul da Europa as regiões mais afetadas, destaca o Mint.

A Hungria registrou sua temperatura mais alta de todos os tempos, com os termômetros marcando 42°C em Szécseny, superando o recorde nacional anterior de 41,9°C, estabelecido em 2007. A Eslováquia também registrou recorde ontem, de 41,3°C. Já na Croácia, a cidade costeira de Split atingiu 39,5°C, a temperatura mais alta já registrada desde o início das medições, em 1948.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/07/01/espanha-tem-recorde-de-mortes-por-causa-do-calor-extremo/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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