Oposição pede CPMI para investigar filho de Lula
Congressistas de oposição apresentaram nesta quinta-feira (20) pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atuou para favorecer empresas junto ao governo federal. Ele é citado em negociações sobre medicamentos à base de canabidiol.
Congressistas de oposição apresentaram nesta quinta-feira, 20, um pedido para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuou para favorecer empresas junto ao governo federal. Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele é citado em negociações sobre medicamentos à base de canabidiol.
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O senador Carlos Viana (PSD-MG) encabeça o documento, acompanhado pelos deputados Helio Lopes (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Mario Frias (PL-SP). Eles propõem uma comissão com 15 senadores e 15 deputados, além de 30 suplentes. A CPMI teria 90 dias para concluir os trabalhos e poderia gastar até R$ 50 mil.
O pedido também inclui Roberta Moreira Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Os parlamentares querem saber se houve favorecimento de empresas, influência sobre agentes públicos, pagamentos ou outras vantagens.
PF apura negociações de Lulinha
A Polícia Federal (PF) apura se Lulinha e Roberta atuaram em favor de empresas do setor de cannabis medicinal. A investigação inclui contatos com o Ministério da Saúde e integrantes da Presidência da República.
O documento cita ainda uma minuta de contrato para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Roberta enviou a minuta a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, mas o negócio não foi fechado.
Roberta disse à PF ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS, mas afirmou ter sido um encontro social. Também negou qualquer serviço ou pagamento a Lulinha ligado à regulação do mercado de canabidiol. A defesa do filho do presidente também nega irregularidades.
A CPMI, se criada, deverá apurar quem participou das negociações, quais empresas estavam interessadas, se houve pagamentos e quais agentes públicos foram procurados. Também deverá investigar se integrantes do governo favoreceram interesses privados ou tentaram influenciar decisões administrativas, regulatórias ou contratos públicos.
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