EDIÇÃO DO DIA · 15 de setembro de 2026 --:--:-- COLUMBUS 20ºC
AO VIVO

BRASIL ESTADO

Organização defende investigação de Alexandre de Moraes e pede afastamento cautelar

A organização CitizenGO defendeu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as informações reveladas nas apurações sobre o Banco Master. Segundo o grupo, o magistrado deve ser investigado “como qualquer cidadão”. A manifestação foi divulgada no mesmo dia em que o STF decide se abre uma apuração envolvendo Moraes. A CitizenGO também

A organização CitizenGO defendeu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das informações reveladas nas apurações sobre o Banco Master. Para o grupo, o magistrado deve ser investigado “como qualquer cidadão”.

+ Entenda o que é Política em Oeste

A manifestação ocorre no dia em que o STF decide se abre uma apuração envolvendo Moraes. A CitizenGO lançou uma petição para cobrar providências das autoridades e também defende o afastamento cautelar do ministro durante eventual investigação.

“A cada revelação sem consequência, cresce a sensação de que há uma lei para o cidadão comum e outra para os poderosos”, afirma a organização.

CitizenGO cita relatório da PF

Entre os argumentos apresentados, a CitizenGO menciona um relatório da Polícia Federal (PF) que, segundo a petição, aponta Moraes como provável destinatário de uma mensagem na qual Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, buscava influência junto às cúpulas da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da própria PF.

Na mensagem, Vorcaro teria pedido que fossem acionados “Andrei e Paulo” para evitar medidas que pudessem prejudicar seus interesses. Conforme a interpretação citada pela organização, os nomes seriam referências ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A CitizenGO ressalta que a existência da mensagem não comprova que Rodrigues ou Gonet tenham oferecido qualquer tipo de proteção ao banqueiro. Para a organização, contudo, o conteúdo justifica uma investigação para esclarecer as circunstâncias da interlocução.

Organização menciona contrato milionário

A CitizenGO também cita o contrato de mais de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Segundo a petição, aproximadamente R$ 80 milhões teriam sido pagos.

A organização menciona ainda metadados de um documento que, conforme afirma, registram uma edição realizada por um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

Reproduzir

Para a CitizenGO, o conjunto de informações precisa ser submetido a uma apuração independente antes de qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade.

“Um ministro do STF não pode continuar exercendo um poder dessa magnitude enquanto suspeitas dessa gravidade permanecem sem apuração independente”, diz a petição.

CitizenGO pede afastamento cautelar

Além da abertura de investigação, a organização pede o afastamento cautelar de Moraes durante a apuração. A CitizenGO também defende a adoção de outras medidas cautelares, inclusive prisão preventiva, caso as autoridades reconheçam a presença dos requisitos previstos em lei.

A própria organização sustenta que uma investigação não representa antecipação de culpa. Segundo a CitizenGO, a abertura de uma apuração permitiria o exame das provas, a identificação de eventuais responsabilidades e o exercício do direito de defesa.

“Nenhum cargo pode colocar uma autoridade acima da lei”, afirma a organização.

O STF decide nesta terça-feira, 15, os próximos passos relacionados ao caso.

Leia também: "A hora de Fachin", reportagem de Cristyan Costa. Edição 339 da Revista Oeste

O post Organização defende investigação de Moraes ‘como qualquer cidadão’ apareceu primeiro em Revista Oeste.

Leia também

VER TODAS ›