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PEC que reduz jornada semanal e altera escala 6x1 vai a votação no Senado

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve analisar nesta semana a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de descanso remunerado e proíbe a redução de salários. O texto, já aprovado pela Câmara, segue sem alterações, após o relator rejeitar todas as emendas apresentadas.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal deve votar nesta semana a PEC do Fim da Escala 6x1, que reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de repouso remunerado e impede a redução de salários com a mudança.

O texto chega à votação sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara. O relator da proposta na CCJ, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 12 emendas apresentadas por senadores, entre elas propostas para manter o teto de 44 horas em determinadas situações, ampliar o período de adaptação das empresas e permitir maior flexibilização por meio de negociação coletiva.

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A PEC 221/2019 é uma das prioridades do último esforço concentrado do Congresso antes das eleições, entre 31 de agosto e 4 de setembro. A inclusão da matéria na agenda foi acertada depois da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta última semana.

Se aprovada pela CCJ, a proposta segue para análise no plenário, onde precisará de pelo menos 49 votos em dois turnos. A manutenção do texto aprovado pelos deputados evita uma nova passagem pela Câmara caso os senadores aprovem o texto sem alterações.

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Relator barra flexibilizações

Uma das principais disputas na CCJ ocorreu justamente em torno do grau de flexibilidade que empresas e trabalhadores teriam para definir jornadas diferentes.

Três emendas do senador Izalci Lucas pretendiam preservar o limite constitucional de 44 horas e permitir que a redução fosse definida por acordo ou convenção coletiva. Aziz rejeitou a alternativa.

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Outras alterações permitiriam jornadas acima das 40 horas em regimes diferenciados. Uma delas, apresentada por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), buscava explicitar escalas como 12x36, 4x4 e 3x3. O relator também rejeitou a mudança e sustentou que a legislação já admite a escala 12x36.

Também ficaram de fora emendas que estendiam a transição para quatro anos, com redução de uma hora por ano. O texto mantido por Aziz estabelece um cronograma mais curto. 

O próprio relator reconhece que a mudança exigirá adaptação das empresas: “Não passa despercebido a esta Comissão que a redução da duração do trabalho sem redução salarial demanda reorganização produtiva.”

Aziz argumentou, porém, que a PEC já contém mecanismos suficientes para essa adaptação e classifica a manutenção das 44 horas como incompatível com o objetivo da proposta.

O que prevê a PEC

Na Câmara, a PEC foi aprovada em maio por 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.

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