Pedido de CPMI para investigar Lulinha chega a 50 assinaturas
O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger reúne 50 assinaturas. A iniciativa é da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e ainda precisa de outras 148 adesões para ser protocolada. Ao todo, o requerimento contabiliza 39 deputados e 11 senadores. O objetivo é ap
O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger reúne 50 assinaturas. A iniciativa é da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e ainda precisa de outras 148 adesões para ser protocolada.
Ao todo, o requerimento contabiliza 39 deputados e 11 senadores. O objetivo é apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e eventual utilização da administração pública federal para atender a interesses privados.
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Para criar uma CPMI, são necessárias assinaturas de pelo menos 171 deputados e 27 senadores. Os apoios precisam atingir o mínimo em cada Casa: pelos números apresentados, faltam 132 adesões na Câmara e 16 no Senado.
Entrevista de Roberta impulsiona articulação
A mobilização ocorre depois de Roberta declarar, em entrevista à CNN Brasil no sábado, 17, que pretende firmar um acordo de delação premiada. A empresária afirmou que poderia acrescentar informações às investigações e que não pouparia Lula nem o filho do presidente. A declaração de intenção não equivale à formalização de um acordo de colaboração.
Roberta e Lulinha são investigados em desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a benefícios do INSS. Ambos negam irregularidades.
O presidente também rejeitou as acusações. Em resposta à entrevista, Lula afirmou que “desconhece inteiramente” as supostas tratativas mencionadas pela empresária e negou envolvimento com ela.
Damares pede proteção à empresária
Paralelamente à coleta de assinaturas, Damares assinou cinco ofícios solicitando a avaliação de medidas de proteção para Roberta e suas duas filhas, depois de relatos de ameaças.
Segundo a assessoria da senadora, os documentos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e aos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos.
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