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Pernambuco retoma monitoramento de tubarões após sequência de ataques

O governo de Pernambuco anunciou a retomada do monitoramento de tubarões no litoral do estado. O projeto, interrompido há mais de uma década, prevê a captura e marcação de animais para acompanhar seus deslocamentos por telemetria acústica.

O governo de Pernambuco anunciou a retomada do monitoramento de tubarões no litoral do estado, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo. O projeto, interrompido há mais de uma década, prevê a captura e marcação de animais para acompanhar seus deslocamentos por telemetria acústica.

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A iniciativa é coordenada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco por meio do projeto Ecotuba. As saídas de campo devem ocorrer até o início de agosto, ainda sem data exata, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha.

A pesquisadora Danielle Viana, doutora em oceanografia biológica, participou do monitoramento anterior e escreveu a proposta do novo projeto. Ela afirmou que a primeira saída pode acontecer de 10 a 20 de agosto, dependendo de ajustes no barco. "O animal é muito grande, tem animais que chegam facilmente a 3 metros e meio", disse.

Sistema usa transmissores acústicos e hidrofones

Pesquisadores farão o monitoramento com transmissores acústicos implantados nos tubarões. Os dispositivos emitem sinais a cada 90 segundos. Hidrofones instalados em pontos estratégicos do litoral captam os sinais.

Monitores do projeto Ecotuba da Universidade Federal Rural de Pernambuco | Foto: Divulgação/Ecotuba

Cada transmissor tem um número próprio. Os pesquisadores registram data, horário e local de detecção. Com isso, é possível acompanhar os deslocamentos dos animais entre diferentes pontos.

Sistema não permite alertas em tempo real para banhistas

O sistema não permite o acompanhamento em tempo real. Para isso, seria necessário instalar uma estrutura de superfície capaz de transmitir os dados dos receptores submersos. Esse sistema custa cerca de R$ 100 mil.

"Se um animal que não tem transmissor se aproximar, ele não vai ser detectado. O sistema pode gerar uma falsa sensação de segurança, porque não temos como monitorar todos os animais", afirmou Danielle.

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O novo projeto tem investimento de cerca de R$ 1 milhão e duração de 24 meses. A equipe usará os recursos para contratar embarcação, adquirir equipamentos e oferecer três bolsas de apoio à pesquisa.

Estado registrou quatro ataques em cinco meses

A retomada ocorre em um ano com sequência de incidentes. Em maio, um tubarão atacou um menino de 11 anos na praia de Piedade. A vítima precisou amputar a perna esquerda. Em junho, um ataque na praia de Boa Viagem atingiu Marcela Vitória de Lima Santos, 19. Ela também perdeu uma perna.

O estado chegou a quatro ocorrências nos primeiros cinco meses de 2026. O número igualou os totais de 1998 e 2006, tornando 2026 o ano com mais casos desde então.

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O governo afirma que, entre 2023 e 2026, investiu cerca de R$ 5,5 milhões em ações de educação ambiental, pesquisa e monitoramento. O governo não interrompeu as atividades no arquipélago de Fernando de Noronha.

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