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Petrobras articula para que Exxon solicite licenças ambientais na Foz do Amazonas

A Petrobras atua para que a Exxon peça licenças ambientais na Foz do Amazonas. A empresa de capital misto brasileiro arrematou 10 blocos na região em parceria com a petrolífera dos Estados Unidos, em leilão realizado em junho de 2025.

A expansão da exploração de petróleo e gás fóssil na Foz do Amazonas e em outras bacias da Margem Equatorial — trecho do litoral brasileiro entre o Rio Grande do Norte e o Amapá — pode ser tudo, menos uma busca por segurança e soberania energética brasileiras. Uma fala da diretora de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Sylvia dos Anjos, confirma esse veredicto.

Sylvia disse que a estatal mantém conversas com a petrolífera estadunidense ExxonMobil para somar esforços na obtenção de licença ambiental para os blocos que as duas empresas arremataram na Foz, informam Estadão, Valor, Brasil 247 e Agência iNFRA. No “Leilão do Fim do Mundo” realizado em junho de 2025, Petrobras e Exxon compraram juntas 10 áreas, nas quais cada uma tem 50% de participação. Em cinco delas, a operação — ou seja, todo o trabalho de exploração e produção — está a cargo da brasileira; nas demais, essa responsabilidade é da Exxon.

“A ideia é que eles, como operadores, também demandem uma licença para os poços em que somos parceiros. A Exxon já tem a sísmica daqueles blocos”, disse Sylvia na 4ª feira (23/9), ao participar da ROG.e, o principal evento da indústria de petróleo e gás no Brasil, que terminou ontem no Rio de Janeiro.

Nos blocos FZA-M-1040, FZA-M-1042, FZA-M-188, FZA-M-190 e FZA-M-403, a Petrobras é a operadora e aguarda o aval do IBAMA. Já nos blocos FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621, a ExxonMobil será a operadora e deverá dar entrada no processo de licenciamento junto ao órgão ambiental.

Pelo regime de concessão, sob o qual essas áreas foram adquiridas, o petróleo e o gás fóssil produzidos são de propriedade da empresa. Portanto, caso haja descobertas nessas áreas, metade desses volumes será da Exxon, de origem estadunidense. Que fará o que quiser com eles, pouco se importando com a segurança energética do Brasil. Soberania, então, passa mais longe ainda.

A diretora de E&P da Petrobras contou ainda que a estatal é uma das empresas contempladas com o levantamento sísmico 3D (técnica que utiliza ondas sonoras para criar uma imagem tridimensional detalhada do subsolo) que a SLB e a Shearwater GeoServices farão na Foz. Outra petrolífera atendida pela atividade é a também estadunidense Chevron, que estuda uma área localizada a aproximadamente 130 quilômetros do poço exploratório Morpho, perfurado pela Petrobras no bloco FZA-M-59.

A petrolífera brasileira deve concluir Morpho em outubro. E já recebeu autorização do IBAMA para abrir três novos poços no Bloco 59, o que deve começar em janeiro de 2027. Com isso e com a nova movimentação de outras empresas, a “porteira exploratória” na Foz do Amazonas está definitivamente escancarada. A urgência climática que espere.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/09/25/petrobras-articula-para-exxon-pedir-licencas-ambientais-na-foz-do-amazonas/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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