PF inicia operação de segurança para candidatos à Presidência
A Polícia Federal (PF) inicia nesta segunda-feira (20) a operação de segurança para os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O serviço será oferecido a nomes homologados em convenções partidárias, mediante solicitação formal. A corporação prevê mobilizar até 458 servidores especializados e estima custo de cerca de R$ 95 milhões para atender até dez candidaturas.
A Polícia Federal (PF) inicia nesta segunda-feira, 20, a operação de segurança destinada aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O serviço será oferecido aos nomes homologados em convenções partidárias, mediante solicitação formal. A corporação prevê mobilizar até 458 servidores especializados e estima um custo de cerca de R$ 95 milhões para atender até dez candidaturas.
Os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) confirmaram que vão requisitar a proteção oferecida pela PF. O serviço será prestado por equipes formadas por delegados, agentes e escrivães treinados para a segurança de autoridades.
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No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição, a proteção durante o período eleitoral será compartilhada entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal.
Já a assessoria do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que o senador optou por manter a equipe da Polícia Legislativa do Senado, responsável por sua segurança em razão do mandato parlamentar. Com isso, os serviços oferecidos pela PF não serão utilizados.
De acordo com a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, mais de 600 profissionais receberam capacitação entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos presidenciáveis. Desse contingente, até 458 servidores poderão ser convocados para integrar a operação.
A corporação também realizou uma análise de risco para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. Segundo a PF, essa classificação servirá para orientar o planejamento operacional, embora o órgão afirme que todos os candidatos receberão tratamento igualitário, com base em critérios técnicos.
Coordenação nacional para segurança dos candidatos à Presidência
O orçamento previsto, de R$ 95 milhões, será destinado à mobilização das equipes, à contratação de serviços e à aquisição de equipamentos, entre eles veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones e kits antibombas.
Toda a operação será coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, responsável por acompanhar em tempo real o deslocamento das equipes e as agendas dos candidatos, oferecendo suporte logístico e permitindo respostas rápidas a eventuais ocorrências.
Segundo a Polícia Federal, as ações serão integradas às forças de segurança estaduais e municipais, com o objetivo de reduzir impactos sobre a dinâmica das campanhas eleitorais.
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