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PF investiga mensagem enviada a ministros do STJ sobre caso Buzzi

A Polícia Federal abriu investigação para apurar o envio de uma mensagem a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) relacionada ao caso do ministro Marco Buzzi, afastado do cargo enquanto responde a processo disciplinar por acusações de importunação sexual. A mensagem, originada de um número com DDD do Rio Grande do Sul, mencionava uma suposta 'reviravolta' no caso e afirmava que uma das ví

A Polícia Federal vai investigar o envio de uma mensagem a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o caso envolvendo o ministro Marco Buzzi, afastado do cargo enquanto responde a um processo disciplinar por acusações de importunação sexual. A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira, 6.

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Segundo a reportagem, a mensagem foi enviada por um número com DDD do Rio Grande do Sul e afirmava haver uma "reviravolta" no caso. O texto dizia que uma das "supostas vítimas" teria declarado, em depoimento, que "não houve nada" e que Buzzi "sempre foi respeitoso".

Ministros do STJ passaram a suspeitar que o disparo tenha como objetivo influenciar ou tumultuar o julgamento do plenário da Corte, previsto para agosto. Nos bastidores, integrantes do tribunal também classificaram o episódio como um caso de intimidação e desinformação.

Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Acusações contra Buzzi seguem em apuração

Buzzi é acusado por duas mulheres. Uma delas é uma funcionária terceirizada que trabalhou em seu gabinete como secretária. A outra é uma jovem que afirma ter sido alvo de três tentativas de abordagem física do ministro durante férias em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano.

Ambas as duas denunciantes mantiveram seus relatos. A defesa de Buzzi procurou uma terceira mulher mencionada no depoimento de uma das acusadoras, mas ela afirmou não ter conhecimento dos supostos episódios.

O caso tramita sob sigilo no STJ. Conforme noticiado anteriormente por Oeste, a fase de depoimentos reúne as duas denunciantes e outras 20 testemunhas para a produção de provas. Ao fim dessa etapa, caberá ao plenário da Corte decidir se aplicará sanções administrativas ao ministro.

Quando as acusações vieram a público, Buzzi declarou que foi "surpreendido com o teor das insinuações divulgadas" e afirmou que elas "não correspondem aos fatos". O ministro também disse que repudia qualquer alegação de que tenha cometido ato impróprio.

Leia também: “Um Judiciário fora da lei“, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 306 da Revista Oeste

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