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PF não consegue acessar conteúdo de tablet apreendido com Daniel Vorcaro

Um tablet apreendido com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, contém dados que a Polícia Federal ainda não conseguiu examinar. Segundo ofício da direção da corporação reproduzido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, uma senha numérica desconhecida e a incompatibilidade com a ferramenta utilizada impediram a extração do conteúdo. O aparelho da Apple, mo

Um tablet apreendido com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, guarda um conteúdo que a Polícia Federal (PF) ainda não conseguiu examinar.

Conforme ofício da direção da corporação reproduzido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma senha numérica desconhecida e a incompatibilidade com a ferramenta utilizada impediram a extração dos dados.

O equipamento da Apple, modelo A1980, foi apreendido na mesma ocasião que o celular de Vorcaro cujo conteúdo foi extraído e submetido à perícia.

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O ofício informa que o tablet “não teve seus dados extraídos, por se encontrar bloqueado por senha numérica desconhecida e por incompatibilidade com a ferramenta utilizada”.

Quando a PF prestou os esclarecimentos, o aparelho permanecia lacrado sob custódia da instituição.

A informação consta de manifestação encaminhada por Mendonça a Fachin.

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Conteúdo inacessível de tablet de Vorcaro

A situação do tablet aparece em meio aos esclarecimentos da PF acerca da preservação dos aparelhos e dos arquivos do caso Master.

Enquanto o equipamento continuava sem ter os dados extraídos, o celular já havia sido examinado e acondicionado em um envelope de segurança lacrado.

De acordo com a corporação, uma cópia dos dados do telefone foi gravada em mídia anexada ao laudo pericial.

Os arquivos também foram armazenados em um servidor institucional da PF em São Paulo, com proteção por senha e um mecanismo de verificação digital que permite identificar alterações, acréscimos ou remoções de conteúdo.

A direção da polícia afirmou que o material original permanecia preservado, com identificação individual dos itens, lacres íntegros e registros de movimentação.

Disputa no Supremo

Mendonça reproduziu os esclarecimentos para rebater acusações de Alexandre de Moraes a respeito de sua atuação nas investigações.

O magistrado sustenta que as informações fornecidas pela própria PF afastaram suspeitas de comprometimento da integridade das provas.

O ofício também tratou dos pedidos dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, além de Moraes, para acessar a íntegra das extrações do celular de Vorcaro.

Na resposta, a PF informou que dispunha de condições técnicas para fornecer a todos os ministros cópias idênticas à disponibilizada ao relator, com preservação dos registros de custódia e certificação da integridade dos arquivos.

A corporação condicionou o envio ao entendimento da presidência do Supremo, observadas as exigências de sigilo.

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