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PGR arquiva pedido de Zema para investigar Gilmar por homofobia

Paulo Gonet entende que ministro do STF não causou lesão aos direitos da população LGBTQIA+ em entrevista

A Procuradoria-Geral da República arquivou nesta 3ª feira (27.abr.2026) o pedido do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para investigar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes pelo crime de homofobia.

O pedido citava uma entrevista do decano do Supremo ao site Metrópoles, em 23 de abril. “Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, declarou o ministro na ocasião.

Ao analisar o pedido de Zema, a PGR entendeu que o comentário não apresenta conduta que configure lesão aos direitos coletivos da população LGBTQIA+ que demande intervenção ministerial.

“Não se identificando na presente representação elementos mínimos que indiquem violação relevante e atual a direitos transindividuais, ilícito penal, bem como a necessidade de atuação institucional, arquive-se, dando-se ciência ao representante”, afirmou o despacho do gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Logo depois do comentário, Gilmar publicou retratação em seu perfil no X. “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema”, afirmou o ministro.

Entenda o embate

A troca de farpas entre o ministro do STF e Zema teve início a partir da publicação de uma série de vídeos satíricos chamada “Os Intocáveis”, nas contas do ex-governador nas redes sociais.

O decano do STF chegou a pedir que o ex-governador fosse incluído no Inquérito das Fake News, relatado por Alexandre de Moraes. No documento, afirmou que o ex-governador teria tratado com desdém “não apenas a honra e a imagem” do STF, mas também a sua própria honra.

O vídeo satiriza a decisão de Gilmar Mendes que, em 27 de fevereiro, anulou a decisão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado que havia determinado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridth Participações, ligada à família do ministro Dias Toffoli.

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Este conteúdo é originalmente de poder 360. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·

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