PGR arquiva pedido para investigar interferência dos Estados Unidos na eleição
A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O órgão considerou que não havia elementos mínimos para justificar a abertura de um inquérito. O pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros três integrantes da AGU, citava uma reportagem do
A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O órgão considerou que não havia elementos mínimos para justificar a abertura de um inquérito.
O pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros três integrantes da AGU, citava uma reportagem do jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, o governo de Donald Trump teria destinado US$ 1 milhão para financiar um projeto contrário à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.
A PGR, contudo, avaliou que a representação da AGU se limitava a reproduzir as informações divulgadas pelo jornal e não apresentava elementos que comprovassem o suposto financiamento ou sua relação com ações no Brasil.
“Não há elementos mínimos que suportem uma atuação preventiva do Ministério Público Federal”, afirmou a PGR. O órgão ressaltou, porém, que poderá abrir uma investigação caso surjam indícios de atuação ilícita em território brasileiro.
PF decidiu investigar o caso
A Polícia Federal adotou entendimento diferente. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo, 4, que a PF abriu uma investigação e determinou à Diretoria de Inteligência Policial a instauração de um inquérito. Segundo ele, o procedimento ainda está em fase inicial.
No documento encaminhado à PGR, a AGU classificou como “especialmente grave” a possibilidade de financiamento estrangeiro para ações contra instituições brasileiras. O órgão também afirmou que eventual comprovação dos fatos poderia indicar uma estrutura de ingerência externa em assuntos internos do Brasil.
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A representação sustentava que seria necessário identificar os responsáveis pelo eventual recebimento dos recursos e avaliar possíveis responsabilidades penais.
A PGR, porém, considerou insuficiente o material apresentado pela AGU para justificar uma investigação preventiva. O gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou o pedido.
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