PIB do agronegócio cai 2% no primeiro trimestre de 2026
Após crescer 12% em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio iniciou 2026 com retração de 2% no primeiro trimestre, segundo levantamento especializado. Todos os segmentos do setor registraram desempenho negativo no período, com destaque para a queda de 4,15% nas atividades primárias, realizadas dentro das propriedades rurais, e de 2,15% no segmento de insumos.
Depois de crescer mais de 12% em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio começou 2026 em queda. O indicador recuou mais de 2% no primeiro trimestre, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Todos os segmentos que compõem o cálculo apresentaram resultado negativo entre janeiro e março. A maior queda ocorreu no segmento primário, que reúne as atividades realizadas dentro das propriedades rurais, com retração de 4,15%. Na sequência aparecem insumos, com recuo de 2,15%; agrosserviços, de 1,25%; e agroindústria, de 1,03%.
Cepea e CNA atribuem o resultado principalmente à redução do preço da produção agropecuária. Em diferentes atividades agrícolas e pecuárias, a queda do preço superou os ganhos esperados com o aumento da quantidade produzida.
Agro pode representar mais de 20% do PIB brasileiro
Com os resultados consolidados entre janeiro e março, Cepea e CNA estimam o PIB do agronegócio em R$ 3,13 trilhões em 2026. Desse montante, R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.
A participação estimada do agronegócio na economia brasileira também diminuiu. Depois de representar 25,2% do PIB nacional em 2025, o setor pode responder por 22,8% em 2026, considerando o desempenho registrado no primeiro trimestre e os dados da economia brasileira no período.
A perda de ritmo começou antes da virada do ano. Segundo os pesquisadores, o agronegócio cresceu até o terceiro trimestre de 2025 e passou a apresentar retração nos últimos três meses daquele ano.
O desempenho acumulado nos nove primeiros meses, contudo, foi suficiente para levar o setor a encerrar 2025 com expansão superior a 12%.
Ramo agrícola concentra resultados negativos
As diferenças entre agricultura e pecuária também aparecem nos segmentos que formam o indicador.
Na agroindústria, as atividades ligadas à produção agrícola recuaram no primeiro trimestre. As atividades de base pecuária, por sua vez, avançaram, favorecidas pela redução mais intensa do consumo intermediário.
Movimento semelhante ocorreu nos agrosserviços. As atividades relacionadas ao ramo agrícola perderam força, enquanto aquelas ligadas à pecuária cresceram.
Segundo Cepea e CNA, a expectativa de aumento da produção pecuária sustentou uma demanda maior por atividades como transporte, comércio e outros serviços vinculados ao setor.
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