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Planos de saúde coletivos sobem 9,9% em 2026

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Apesar de representar a menor alta em cinco anos, o índice ainda supera mais que o dobro da inflação oficial acumulada no período. Os dados foram divulgados na sexta-feira 8, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação do setor. O levantamento considera os reajuste

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Apesar de representar a menor alta em cinco anos, o índice ainda supera mais que o dobro da inflação oficial acumulada no período.

Os dados foram divulgados na sexta-feira 8, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação do setor. O levantamento considera os reajustes aplicados pelas operadoras em contratos coletivos, modalidade utilizada por empresas, empresários individuais e associações de classe.

Entre 2022 e 2025, os reajustes permaneceram acima de 10% | Foto: Divulgação/ANS

A última vez em que os planos coletivos tiveram reajuste menor ocorreu em 2021, durante a pandemia de covid-19. Naquele ano, o índice ficou em 6,43%, influenciado pela queda na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas em razão do isolamento social.

Entre 2022 e 2025, os reajustes permaneceram acima de 10%. Em 2023, o aumento médio chegou a 14,13%. Já em 2024, ficou em 13,18%.

Alta supera inflação oficial

Em fevereiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, acumulou alta de 3,81%.

O Instituto de Defesa de Consumidores costuma criticar reajustes acima da inflação. A ANS, porém, sustenta que a comparação direta não reflete os custos do setor.

Segundo a agência, o cálculo considera fatores como aumento nos preços de produtos e serviços médicos, além da frequência de utilização dos planos pelos beneficiários.

Os contratos coletivos funcionam sob regras diferentes dos planos individuais. Nos planos empresariais e coletivos por adesão, o reajuste resulta de negociação entre a contratante e a operadora. Já nos contratos individuais e familiares, a própria ANS define o percentual máximo autorizado.

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Nos dois primeiros meses deste ano, os planos coletivos com 30 ou mais beneficiários registraram reajuste médio de 8,71%. Já os contratos com até 29 vidas tiveram alta de 13,48%. Segundo a ANS, 77% dos clientes pertencem ao grupo de contratos maiores.

Dados mais recentes da agência mostram que o Brasil encerrou março de 2026 com 53 milhões de vínculos em planos de saúde. Em 2025, o setor faturou R$ 391,6 bilhões e acumulou lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha

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