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Polícia Civil indicia Eduardo Bueno, o Peninha, por discriminação religiosa

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quinta-feira, 7, o jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, pelo crime de discriminação religiosa. O inquérito apura declarações feitas em um vídeo publicado em janeiro deste ano. Na gravação, o comunicador teria afirmado que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e classificou o grupo religioso como “nefasto e despre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quinta-feira, 7, o jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, pelo crime de discriminação religiosa. O inquérito apura declarações feitas em um vídeo publicado em janeiro deste ano. Na gravação, o comunicador teria afirmado que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e classificou o grupo religioso como “nefasto e desprezível”.

A investigação da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância teve início depois do registro de uma notícia-crime. Os autores da representação, apresentada à Polícia Civil e ao Ministério Público Federal (MPF), são o vereador de Porto Alegre Tiago Albrecht e a deputada federal suplente Sâmila Monteiro, ambos do partido Novo.

A Polícia Civil informou que a Justiça determinou a retirada do vídeo das plataformas digitais durante o andamento das investigações.

Argumentos da denúncia

Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em junho de 2025, mostram que os evangélicos representam mais de 26% da população brasileira, o que corresponde a cerca de 50 milhões de pessoas. O grupo cresceu em relação a 2010, quando somava 21,7%. Hoje, cerca de 1 em cada 4 brasileiros se declara evangélico.

Sâmila Monteiro afirmou que “o respeito à liberdade religiosa e ao direito ao voto é um princípio básico da democracia”.

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Para Albrecht, o indiciamento mostra que o caso saiu do campo da divergência política e passou a envolver possível violação da legislação brasileira.

“Nenhum cidadão pode ser tratado como inferior ou ter seus direitos políticos relativizados por causa da sua fé", declarou o vereador. "Democracia pressupõe respeito, inclusive com quem pensa diferente.”

Caso será enviado ao Ministério Público

A corporação indiciou o jornalista com base no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei Federal 7.716/1989, que trata do crime de discriminação religiosa por meio de comunicação social ou internet.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue para o MPF, que decide se apresenta a denúncia à Justiça. O jornalista permaneceu em silêncio durante o interrogatório na delegacia.

Quem é o jornalista

Eduardo Bueno nasceu em Porto Alegre, tem 67 anos e atua como jornalista, escritor, tradutor e youtuber. Ele passou por diversos veículos de comunicação e se formou em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Atualmente, ele comanda o canal Buenas Ideias no YouTube, que reúne mais de 1 milhão e meio de inscritos e aborda a história do Brasil.

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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias

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