Polícia Federal prepara segurança para candidatos à Presidência em 2026
A Polícia Federal concluiu o planejamento da operação que protegerá candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A estrutura atenderá até 10 candidaturas simultaneamente, com equipes especializadas e monitoramento nacional em tempo real. A proteção começará em 20 de julho, após a homologação das candidaturas e solicitação das campanhas.
A Polícia Federal (PF) concluiu o planejamento da operação que fará a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. A estrutura, coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), foi dimensionada para atender simultaneamente até 10 candidaturas e contará com equipes especializadas distribuídas em todo o país, além de uma central nacional de monitoramento em tempo real.
A proteção deve ser iniciada a partir de 20 de julho, depois da homologação das candidaturas nas convenções partidárias e desde que as campanhas solicitem formalmente o serviço. Segundo a PF, a adesão é facultativa e os candidatos que optarem por não utilizar a estrutura poderão solicitar o apoio posteriormente.
De acordo com a corporação, a operação foi planejada para garantir tratamento igualitário às candidaturas, mas “o efetivo e os recursos empregados serão definidos de forma individualizada, de acordo com o nível de risco e com as características de cada agenda”.
A corporação também ressaltou que não divulgará informações sensíveis relacionadas às candidaturas, como a “classificação de risco” e “nem o número de servidores destinado a cada equipe”.
Cada campanha vai contar com um plano próprio de segurança, elaborado a partir de análises técnicas que consideram fatores como histórico de ameaças, informações de inteligência, características dos eventos, rotas de deslocamento, acessos e o contexto de segurança de cada localidade. As avaliações poderão ser revistas ao longo da campanha, permitindo o reforço ou a redução do efetivo sempre que necessário.
Antes de cada compromisso, equipes precursoras realizarão inspeções nos locais dos eventos e coordenarão as ações com as forças estaduais e municipais de segurança. Conforme a PF, o objetivo é permitir que os atos de campanha ocorram “de maneira discreta e com a menor interferência possível na dinâmica dos atos eleitorais”.
Estrutura terá quase 500 agentes
A operação deve mobilizar quase 500 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, com apoio das superintendências regionais da Polícia Federal em todas as unidades da Federação.
Desde abril, a corporação mantém reuniões com partidos políticos e pré-candidatos para apresentar o funcionamento do esquema de segurança. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicados oficialmente sobre a operação, e a PF realizou encontros específicos com campanhas que solicitaram esclarecimentos adicionais.
Caso o presidente da República dispute a reeleição, sua proteção continuará sendo realizada pelo modelo atualmente adotado, com atuação conjunta da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Orçamento de R$ 100 milhões
A polícia também informou que aproximadamente R$ 95 milhões foram destinados à operação de segurança dos candidatos à Presidência. Os recursos serão utilizados na mobilização do efetivo, contratação de serviços e aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits antibombas.
A atuação da corporação na proteção de presidenciáveis está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008 e na Portaria nº 493/1998 do Ministério da Justiça.
Tecnologia será empregada
Além do efetivo, a operação contará com recursos tecnológicos que poderão ser empregados conforme a necessidade de cada agenda.
- Estrutura prevista pela PF:
- Até 10 candidaturas protegidas simultaneamente;
- Mobilização de até 458 servidores;
- Veículos blindados;
- Equipamentos de defesa antidrone;
- Sistemas de reconhecimento facial;
- Monitoramento de ameaças digitais;
- Kits de vistorias antibombas;
- Grupos táticos especializados;
- Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, para acompanhamento em tempo real das equipes.
Segundo a corporação, mais de 600 profissionais passaram por cursos de capacitação entre 2025 e 2026 para atuar na operação. O treinamento incluiu direção veicular, primeiros socorros, operação de drones, salvamento aquático, inteligência, logística e proteção de autoridades.
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A partir de 20 de julho, a corporação ativará em Brasília a Sala Nacional de Comando e Controle, responsável por acompanhar simultaneamente as agendas de campanha, o posicionamento das equipes e eventuais ocorrências operacionais.
“Essa centralização é operacional, não de inteligência: as avaliações de risco e as informações sensíveis sobre cada candidato continuam restritas a quem, de fato, precisa delas para atuar”, disse.
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