Preço do prato feito sobe para R$ 31,90 em junho
O custo médio da refeição básica composta por arroz, feijão, proteína, salada e guarnição atingiu R$ 31,90 em junho, com alta de 5,4% no trimestre e 7,2% no ano.
O preço nacional de referência do prato feito avançou para R$ 31,90 em junho, acumulando uma alta de 5,4% no trimestre e de 7,2% no acumulado do ano. Os dados constam no Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio. O levantamento, que serve como termômetro da alimentação fora de casa, monitora o custo da refeição composta de arroz, feijão, proteína, salada e guarnição em todas as regiões brasileiras.
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Na prática, um trabalhador que consome o prato comercial diariamente em dias úteis passa a desembolsar cerca de R$ 638 mensais, ao considerar 20 refeições por mês. Em famílias em que mais de um integrante trabalha fora do domicílio, o gasto com alimentação atinge patamares superiores a R$ 1 mil. A coordenação técnica do projeto esclarece que a inflação reflete a estrutura econômica do comércio, englobando despesas com energia elétrica, gás, água e mão de obra.
Sul e Centro-Oeste registram maior preço do prato feito
Os dados regionalizados revelam uma disparidade de 16,4% no custo da refeição entre as áreas geográficas mais caras e mais baratas do país. O Sul lidera o ranking, com o maior valor médio, seguido de perto pelo Centro-Oeste, mantendo ambos os indicadores significativamente acima da média nacional.
- Sul: R$ 34,90
- Centro-Oeste: R$ 34,45
- Sudeste: R$ 31,99
- Nordeste: R$ 30,00
- Norte: R$ 29,99
- Brasil: R$ 31,90
Os pesquisadores explicam que fatores como a renda local, o preço dos imóveis comerciais, a logística de transporte e a concorrência justificam as diferenças. O avanço generalizado mostra um movimento comum de encarecimento da alimentação básica, pesando de forma expressiva no orçamento mensal dos trabalhadores de todas as regiões.
Despesas operacionais elevam o preço
A formação do valor final da refeição comercial depende de uma cadeia ampla de despesas operacionais que vai além do custo dos alimentos do campo. Mesmo em períodos de estabilidade ou queda nos preços de itens da cesta básica, bares e restaurantes enfrentam forte pressão de custos fixos.
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Os proprietários de pequenos negócios tentam recompor as margens de lucro sem afastar os consumidores, que estão cada vez mais sensíveis aos reajustes. O cenário exige maior profissionalização da gestão das empresas, com foco no controle de estoques, combate ao desperdício e eficiência energética.
A Faculdade do Comércio ressalta que o IPF atua de forma complementar e não substitui os indicadores oficiais de inflação do país, como o IPCA. O estudo do segundo trimestre de 2026 contou com 887 observações válidas na série histórica, ampliando a representatividade estatística do índice no mercado nacional.
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