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Preços de imóveis residenciais registram aceleração em abril, mostra FipeZAP

Os preços dos imóveis residenciais no Brasil voltaram a acelerar em abril de 2026. O Índice FipeZAP de Venda Residencial registrou alta média de 0,51% no mês, superando as variações dos três meses anteriores: janeiro (+0,20%), fevereiro (+0,32%) e março (+0,48%). Os dados reforçam uma tendência de aquecimento gradual do mercado imobiliário, que segue em trajetória ascendente mesmo diante de

Os preços dos imóveis residenciais no Brasil voltaram a acelerar em abril de 2026. O Índice FipeZAP de Venda Residencial registrou alta média de 0,51% no mês, superando as variações dos três meses anteriores: janeiro (+0,20%), fevereiro (+0,32%) e março (+0,48%).

Os dados reforçam uma tendência de aquecimento gradual do mercado imobiliário, que segue em trajetória ascendente mesmo diante de uma inflação geral ainda pressionada.

Saiba mais: Preços de imóveis aceleram em março, e FipeZap sobe 0,48%, maior alta do trimestre

O índice, desenvolvido em parceria pela Fipe e pelo Grupo OLX — que reúne os portais Zap, Viva Real e OLX —, acompanha a variação de preços de imóveis anunciados em 56 cidades brasileiras.

Nordeste e Norte puxam a alta

Entre as capitais monitoradas, os destaques do mês ficaram com Campo Grande (MS), que registrou a maior variação mensal entre as capitais, com +1,87%, seguida por Vitória (ES) com +1,48%, Natal (RN) com +1,37% e Aracaju (SE) com +1,24%. São Luís (MA) e Salvador (BA) empataram com +1,22% cada.

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Na outra ponta, São Paulo registrou a menor alta entre as capitais: apenas +0,19%. Belém (PA) foi a única capital a apresentar recuo, com queda de 0,42% no mês, embora a capital paraense acumule a maior valorização no ano, com +4,46%.

Imóveis em São Paulo e Rio ficam abaixo da média

As duas maiores cidades do país continuam com desempenho modesto em relação ao índice geral. São Paulo registrou alta de apenas +0,19% no mês, com preço médio de R$ 12.019/m², enquanto o Rio de Janeiro avançou +0,34%, com metro quadrado médio de R$ 10.939. No acumulado de 12 meses, as duas cidades registram +4,28% e +4,00%, respectivamente, abaixo do índice nacional de +5,63%.

Alta real acima da inflação

No balanço dos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP chegou a +5,63%, superando tanto o IGP-M/FGV (+0,61%) quanto o IPCA acumulado no período (+4,62%). Isso significa que, em termos reais, os imóveis residenciais se valorizaram acima da inflação ao consumidor.

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As cidades com maior valorização anual entre as capitais foram Fortaleza (+13,49%), Salvador (+12,75%), Vitória (+12,53%), Belém (+11,36%) e São Luís (+9,73%).

No acumulado de 2026 de janeiro a abril, o índice soma +1,53%, resultado inferior à inflação ao consumidor no mesmo período (+2,83%), o que indica que, na margem mais curta, os imóveis ainda não superam a alta de preços da economia.

Apartamentos de um dormitório lideram a valorização

Entre os tipos de imóveis, os apartamentos com um dormitório registraram a maior alta tanto no mês (+0,63%) quanto nos últimos 12 meses (+7,40%), com preço médio de R$ 11.923/m². Já as unidades com dois dormitórios apresentaram o menor preço médio da amostra: R$ 8.778/m².

Os imóveis com quatro ou mais dormitórios, por sua vez, registraram a menor variação mensal entre as categorias (+0,41%), mas apresentam preço médio de R$ 10.584/m².

Vitória é a capital mais cara; Aracaju, a mais acessível

O preço médio nacional apurado em abril foi de R$ 9.769/m². Entre as capitais, Vitória (ES) lidera o ranking de metro quadrado mais caro, com R$ 14.818/m², seguida por Florianópolis (R$ 13.208/m²) e São Paulo (R$ 12.019/m²).

No extremo oposto, Aracaju (SE) registra o menor preço médio entre as capitais monitoradas: R$ 5.529/m², seguida por Teresina (PI) com R$ 5.857/m².

Fora das capitais, Balneário Camboriú (SC) e Itapema (SC) disputam os preços mais elevados do país, com R$ 15.185/m² e R$ 15.179/m², respectivamente — superando inclusive a capital capixaba.

Contexto macroeconômico

A aceleração dos preços de imóveis ocorre em meio a um ambiente de inflação ainda elevada. O IGP-M de abril registrou alta de 2,73% — bem acima do FipeZAP —, enquanto a prévia do IPCA, medida pelo IPCA-15, ficou em +0,89% no mês.

Em comparação histórica, a variação mensal de 0,51% registrada em abril é a mais alta desde novembro de 2025 (+0,58%), e segue uma trajetória de gradual recuperação após a desaceleração no início de 2026.

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Fonte: Revista Oeste · Por Carlo Cauti

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