Primeiro-ministro antecipa eleições na Espanha
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira, 5, a antecipação das eleições gerais no país. O pleito será realizado em 29 de novembro, cerca de oito meses antes do fim previsto da atual legislatura. Sánchez também anunciou a dissolução das Cortes Gerais, que reúne o Congresso dos Deputados e o Senado. A decisão ocorreu depois de o governo sofrer uma derrota no Co
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira, 5, a antecipação das eleições gerais no país. O pleito será realizado em 29 de novembro, cerca de oito meses antes do fim previsto da atual legislatura. Sánchez também anunciou a dissolução das Cortes Gerais, que reúne o Congresso dos Deputados e o Senado.
A decisão ocorreu depois de o governo sofrer uma derrota no Congresso na semana passada. Parlamentares rejeitaram dois decretos relacionados à crise habitacional, incluindo medidas para proteger inquilinos vulneráveis e limitar despejos. Os partidos Partido Popular (PP), Vox e Junts votaram contra as propostas.
Primeiro-ministro perdeu apoio no Parlamento
Sánchez governa desde 2018 e depende de uma coalizão minoritária para permanecer no poder. A fragmentação do Parlamento espanhol tem dificultado a aprovação de projetos do Executivo, especialmente porque partidos regionais podem decidir votações importantes.
O primeiro-ministro justificou a convocação antecipada como uma tentativa de renovar e ampliar o apoio popular ao governo. Em pronunciamento nesta segunda-feira, Sánchez afirmou que precisa de uma maioria "progressista" mais ampla para avançar com reformas e reduzir a desigualdade.
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A crise habitacional deve ser um dos principais temas da campanha. Os preços dos imóveis e dos aluguéis aumentaram nos últimos anos e provocaram manifestações em diferentes cidades espanholas. A situação ganhou ainda mais repercussão depois do despejo de uma mulher de 87 anos em Madri.
Direita aparece à frente nas pesquisas
A antecipação das eleições ocorre em um momento desfavorável para o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Sánchez. Pesquisas recentes colocam o Partido Popular, de centro-direita, à frente dos socialistas. O Vox, de direita, também registra crescimento.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal El País e pela rádio Cadena SER, o PP aparece com 31,6% das intenções de voto, enquanto o PSOE tem 27,4%. O Vox registra 18,4%.
Uma eventual aliança entre PP e Vox é apontada pelas pesquisas como uma possibilidade para formar maioria no Congresso, que possui 350 cadeiras. A eleição de novembro poderá, portanto, alterar a composição do governo espanhol.
Sánchez, porém, tenta transformar a crise habitacional em um dos principais temas da campanha. Nesta terça-feira, 6, o governo espanhol aprovou novamente decretos relacionados à moradia, mesmo com o Parlamento dissolvido.
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