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Procurador rebate ONG de segurança sobre PCC e CV: ‘Profundamente equivocada’

O procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), professor de Direito e comentarista do Jornal da Oeste, Primeira Edição, Marcelo Rocha Monteiro, criticou um posicionamento recente do Fórum de Segurança. A organização rechaçou a classificação de "terrorista" por parte dos Estados Unidos aos grupos criminosos brasileiros Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (

O procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), professor de Direito e comentarista do Jornal da Oeste, Primeira Edição, Marcelo Rocha Monteiro, criticou um posicionamento recente do Fórum de Segurança. A organização rechaçou a classificação de "terrorista" por parte dos Estados Unidos aos grupos criminosos brasileiros Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Para o procurador, as críticas em relação à classificação, além de posicionamentos sobre excesso de prisão no Brasil, afastam as Organizações Não Governamentais (ONGs) da realidade brasileira. "Essa visão de que repressão e prisão não adianta é completamente equivocada", afirmou Monteiro.

"Agora, o Fórum de Segurança fala em politização do problema, como se o governo Lula nunca tivesse politizado isso, e critica a possibilidade de intervenção americana na economia brasileira", explica o procurador, que, em seguida, conclui:


"A tal intervenção são as punições, asfixia financeira, a empresas que fazem negócios com PCC e CV. Isso é errado? O que é certo? É incentivar as empresas a fazer negócios com o crime organizado? As empresas tinham que sofrer sanção do governo brasileiro, mas já que não sofrem, que seja do governo americano então!"

Posicionamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou preocupações quanto à utilização política da decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A entidade considera a medida um direito soberano dos EUA, mas alerta para possíveis impactos sobre a soberania nacional e a cooperação internacional.

A ação do governo norte-americano ocorreu logo depois de uma visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, à Casa Branca. Durante a passagem, o parlamentar se reuniu com o presidente Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.

Leia também: "A convivência das ONGs com o crime", reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 296 da Revista Oeste

Em nota oficial publicada nesta quinta-feira, 28, o Fórum expressou desconforto com o uso eleitoral da decisão no cenário brasileiro. “À luz da realidade e das estratégias brasileiras de enfrentamento ao crime organizado, o FBSP lamenta que um tema com implicações profundas na soberania e autonomia do Brasil, na sua economia, sistema financeiro e nos mecanismos de cooperação regional e internacional, tenha sido capturado pela disputa eleitoral”, afirmou o documento.

Para Marcelo Rocha Monteiro, contudo, a ação dos EUA é unilateral em razão de uma falta de colaboração da gestão brasileira. "O governo Lula não quer colaborar e é contra esse tipo de medida", afirmou. "Qual a razão para isso? O presidente Lula tem medo de ser capturado, como aconteceu com Maduro? Não há o que se falar em soberania, pois nesses lugares do Rio de Janeiro, por exemplo, o que existe são as leis e o tribunal do crime."

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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi

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