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Produtividade da economia brasileira piora e segue abaixo do nível pré-pandemia

No primeiro trimestre de 2026, a produtividade da economia brasileira voltou a cair e se mantém abaixo do patamar registrado antes da pandemia de Covid-19.

A produtividade da economia brasileira voltou a apresentar desempenho negativo no primeiro trimestre de 2026 e permanece abaixo do nível registrado antes da pandemia de Covid-19. Os dados são de um levantamento do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

Segundo a FGV, a Produtividade Total dos Fatores (PTF) — indicador que mede a eficiência com que trabalho e capital são combinados na economia — caiu 1,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, considerando as horas efetivamente trabalhadas. Pela metodologia baseada nas horas habitualmente trabalhadas, o recuo foi de 0,8%.

Economia acumula dados negativos

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, já com ajuste sazonal, a PTF também apresentou retração. O indicador baseado nas horas efetivamente trabalhadas recuou 0,6%, enquanto a métrica baseada nas horas habituais caiu 0,5%.

O estudo mostra que a produtividade continua distante dos níveis observados antes da crise sanitária. A PTF calculada com base nas horas efetivamente trabalhadas está 5,8% abaixo do patamar do quarto trimestre de 2019. Já a medida baseada nas horas habitualmente trabalhadas permanece 5% inferior ao nível pré-pandemia.

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De acordo com a FGV, diferentemente da produtividade do trabalho tradicional, que considera apenas o valor adicionado gerado por trabalhador, a Produtividade Total dos Fatores avalia a eficiência conjunta da utilização da mão de obra e do capital físico na economia, sendo considerada um dos principais indicadores da capacidade de crescimento sustentável de um país.

O levantamento é elaborado a partir das Contas Nacionais Trimestrais e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, ambas do IBGE, além da Sondagem da Indústria produzida pela própria FGV IBRE.

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Para os pesquisadores, o resultado reforça que a economia brasileira continua enfrentando dificuldades para elevar sua eficiência produtiva, um fator considerado essencial para sustentar o crescimento da renda e da atividade econômica no longo prazo.

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