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Professor da PUC relata perseguição política

O professor de Direito Roberto Beijato, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirma que integrantes do movimento estudantil tentam intimidá-lo por suas posições políticas. Segundo ele, a reação veio depois da publicação de um vídeo sobre atos de vandalismo na Avenida Paulista durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo, 11. E

O professor de Direito Roberto Beijato, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirma que integrantes do movimento estudantil tentam intimidá-lo por suas posições políticas. Segundo ele, a reação veio depois da publicação de um vídeo sobre atos de vandalismo na Avenida Paulista durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo, 11.

Em declaração à Oeste, Beijato afirmou que nunca usou a estrutura da universidade para manifestações políticas. Ele critica, por outro lado, a realização de atividades partidárias dentro da instituição por grupos estudantis.

Estudantes da PUC perseguem professor nas redes sociais | Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Eu nunca usei a estrutura da universidade para ficar militando, diferente dessa gente que usa a estrutura para receber candidato no meio da eleição, para fazer ato político-partidário, para receber antissemita”, declarou.

O professor também responsabilizou integrantes do centro acadêmico por uma campanha de ataques e difamação contra ele. Na avaliação de Beijato, a reação tem motivação política e está relacionada ao trabalho como assessor do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL).

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“Eles sabem disso e usam isso para retaliar”, afirmou. “Eles estão com raiva pelo resultado das urnas e estão jogando a frustração em mim”.

Professor relata pressão sobre alunos

Beijato disse que o episódio reforça críticas que faz há anos ao ambiente político nas universidades. Segundo ele, estudantes evitam expressar opiniões por receio de retaliações de grupos estudantis.

“Eles estão acostumados a lidar ou com aqueles que confiam cegamente nas suas ideias, ou com aqueles que abaixam a cabeça para sua patrulha ideológica”, declarou. “E eu não sou esse tipo de pessoa”.

Beijato relatou que recebe mensagens de alunos que dizem não encontrar espaço para expor suas opiniões. “O que é inaceitável são os relatos que eu recebo diuturnamente dos mais diversos alunos, escrevendo que não tem na universidade um ambiente receptivo à troca de ideias, e por isso eles se calam por medo de retaliação”, disse.

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Na avaliação do professor, o diretório estudantil deveria representar todos os alunos, independentemente de suas posições políticas.

Beijato critica presença de ativista

O professor também criticou a participação do ativista Thiago Ávila em atividades na universidade. Beijato o classificou como antissemita e mencionou episódios que, segundo ele, revelam hostilidade contra a comunidade judaica.

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Ao fim do vídeo, Beijato afirmou que não pretende recuar diante das críticas. Ele convocou estudantes que se sentem intimidados a defender suas convicções e participar de uma mobilização marcada para quarta-feira, às 18 horas, na Rua Maria Antônia.

“Por isso, eu não vou recuar um milímetro”, declarou.

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