Proibição de visitas a Bolsonaro causa mal-estar no STF
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro gerou repercussão negativa nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF).
Assinada por Cristyan Costa, a reportagem de capa da Edição 331 da Revista Oeste mostra que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, em proibir visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, repercutiu mal até mesmo nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Na prática, Moraes retirou Bolsonaro da articulação política nos meses em que alianças são fechadas, palanques estaduais são montados e as campanhas definem suas estratégias", informa Costa, em trecho da matéria. "Ao mesmo tempo, colocou Flávio sob a ameaça de uma investigação por campanha fora de hora. A mesma decisão afastou o pai e constrangeu eleitoralmente o filho. 'É claramente um problema pessoal que Alexandre de Moraes tem', declarou um magistrado. 'Não se pode confundir justiça com uma rixa.'"
Entre outros pontos, a reportagem informa que a decisão de Moraes se deu depois de Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República, ler a carta em que Bolsonaro prega a união da direita e reforça que o seu filho mais velho, no caso o próprio senador fluminense, é o seu porta-voz e o seu nome para a disputa pelo comando do Palácio do Planalto na disputa eleitoral deste ano.
"A primeira reação [de outro] magistrado foi de espanto. Leu a decisão, examinou o conteúdo da carta e não encontrou pedido de voto nem ato que, a seu ver, justificasse a punição", afirma outro trecho da matéria. "A percepção foi a mesma de outros juízes do STF, mesmo os que não são muito simpáticos à figura do ex-presidente. Um deles, por exemplo, viu 'exagero' de Moraes, enquanto outro classificou o despacho como 'muito precipitado e munição para a oposição' em um ano eleitoral."
Justiça x rixa
Outros detalhes de como a decisão de Moraes contra Bolsonaro repercutiu no Supremo constam na reportagem "O cerco às urnas".
O texto está aberto ao público em geral. Os demais conteúdos da Edição 331 estão disponíveis somente aos assinantes de Oeste.
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