Promessas eleitorais ameaçam contas públicas
O Brasil chega à reta final da eleição presidencial com uma situação fiscal mais delicada do que há quatro anos, segundo análise publicada pelo Instituto Millenium nesta terça-feira, 20, em seu perfil no Instagram. A entidade alerta para os riscos de novas promessas de benefícios sociais, subsídios e ampliação de programas públicos em um cenário de fragilidade das contas públicas. Contas pú
O Brasil chega à reta final da eleição presidencial com uma situação fiscal mais delicada do que há quatro anos, segundo análise publicada pelo Instituto Millenium nesta terça-feira, 20, em seu perfil no Instagram.
A entidade alerta para os riscos de novas promessas de benefícios sociais, subsídios e ampliação de programas públicos em um cenário de fragilidade das contas públicas.
Contas públicas: fragilidade restringe alternativas
Com base em números do Banco Central, o instituto afirma que medidas que oferecem vantagens imediatas podem gerar despesas permanentes, elevar o endividamento e comprometer recursos públicos nos próximos anos.
Segundo a análise, quanto mais frágeis estiverem as contas do governo, menor será a margem para assumir novos compromissos sem recorrer ao aumento de impostos, ao corte de despesas em outras áreas ou à contratação de mais dívida.
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O Instituto Millenium também observa que, em períodos eleitorais, propostas com benefícios de curto prazo tendem a ganhar espaço no debate público. A entidade defende, porém, que a responsabilidade fiscal seja considerada independentemente do calendário eleitoral.
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A publicação ressalta que os eleitores precisam conhecer o custo das medidas anunciadas pelos candidatos, a origem dos recursos que financiarão as iniciativas e os possíveis efeitos sobre a economia.
O alerta ocorre em meio à disputa presidencial entre o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que apresentam propostas distintas para a condução do país.
Para o instituto, o impacto das promessas eleitorais não se limita ao período de campanha: as despesas assumidas hoje podem continuar pressionando o orçamento público nos próximos anos.
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