Pseudociência orientando a Justiça: onde estão os limites?
O Judiciário, como um poder supostamente republicano, extrapolou há tempo a sua autoridade, distinguindo-se dos demais Poderes, pois se estabeleceu acima deles. Não é apenas no caso brasileiro que isso acontece, mas em diversos países tal efeito está muito evidenciado. Para piorar, cada vez mais o cidadão comum do mundo ainda conhecido como “Ocidente” tem se deparado com questões transcendentais
O Judiciário, como um poder supostamente republicano, extrapolou há tempo a sua autoridade, distinguindo-se dos demais Poderes, pois se estabeleceu acima deles. Não é apenas no caso brasileiro que isso acontece, mas em diversos países tal efeito está muito evidenciado. Para piorar, cada vez mais o cidadão comum do mundo ainda conhecido como “Ocidente” tem se deparado com questões transcendentais dentro dos tribunais que mais parecem pura insanidade.
Em vários desses embates são utilizadas leis abjetas, especialmente aquelas elaboradas sem critérios reais verificáveis, formuladas apenas com pressupostos ditados como científicos, os quais não passam de pura metafísica, especulação e “achismos”. Quando tais justificativas são questionadas, provando-se falíveis, elas são rapidamente substituídas por “princípios” muito mais duvidosos do que o cerne do problema original, quase se resumindo a um “porque sim”, quando não, seguidos pela expressão que o ato “inovou” a visão de determinada lei ou assunto.
Para a questão do binômio ambiental-climático, a suposta justiça já se prontificou em se “especializar”, adjetivando-se como “justiça climática”. O problema das “adjetivações” é que no processo, a verdadeira Justiça deixou de existir, pois um lado já entrou como perdedor. É a “justiça” sob uma perspectiva, uma óptica, calcada em preconceitos, palavra muito bem aplicada, pois não há especificamente um conceito real estabelecido sobre certo tema. No caso climático, que supostamente envolveria a perspectiva científica, menos ainda.
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Se a “ciência climática” não está estabelecida, criar critérios sobre isto revelam exatamente os “achismos” que alegamos anteriormente. E em se tratando de “tribunais”, nos últimos 40 anos, as supostas certezas dadas por um grupo de burocratas metidos a fazer ciência, ou seja, o IPCC, painel do clima autodenominado como autoridade, só vieram se desmoronando, a começar pelo seu falso “consenso”. Tudo o que fizeram e ainda praticam são compilações de trabalhos, os quais realizaram apenas simulações em modelos climáticos computadorizados que não sabem descrever o clima da Terra. Provas disto não faltam e o embuste vem cada vez mais aflorando, quando o próprio painel teve que revogar seus cenários altamente catastróficos.
Justiça x "ciência climática"
Minha questão é simples. Se agora ficaram explícitas que todas as medidas tomadas da tal “mitigação climática” foram baseadas em um modelo que era considerado infalível e transformado da noite para o dia como inverossímil, como ficarão as ações altamente prejudiciais adotadas pelos países, especialmente o Brasil? Quem vai pagar essa conta? Quem vai ser responsabilizado? Quem vai “descondenar” os condenados injustamente? Eles serão ressarcidos? As leis serão revogadas? Terras serão devolvidas?
Parece que esta minha questão não é solitária, mas solidária. No mesmo momento em que redigia este texto, a Ph.D. e professora titular da Escola Politécnica de Madrid, Espanha, Dra. Blanca Parga Landa, embaixadora da Clintel – Climate Intelligence (Inteligência Climática), órgão sem fins lucrativos que abarca os cientistas céticos da “mudança climática”, enviava suas considerações apelativas para o governo suíço sobre a questão da “Associação de Mulheres Suíças Idosas pelo Clima” contra o Estado Suíço, julgado por uma Corte internacional, a chamada Grande Câmara do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sendo essa a primeira vez que uma Corte internacional condenou um Estado por “inação climática violar os direitos humanos”. Esse foi o sofisma utilizado, pois criar leis e julgar pessoas versus planeta deixa explícito demais qual é a questão das prioridades da agenda global, ou seja, o meio natural deve superar o direito da humanidade sobre esse mesmo meio.
A estratégia não é nova, só a roupagem marxista que mudou os elementos da “luta de classe”. Ela passou a usar o envolvimento de certos grupos de pessoas com clima, alegando que supostos “direitos humanos” foram violados, pois o Estado não agiu de forma contundente para “consertar o clima”. Temos a confirmação de que o devaneio psicodélico e as conjunturas metafísicas dentro do sistema jurídico mal começaram. Isso significa que mais medidas controladoras e restritivas devem ser impostas para toda a sociedade para a “garantia de direitos”. Assim, diversos grupos passaram a serem recrutados. Quando não são indígenas, serão negros, pobres e no caso europeu, idosos. Mas ainda temos aqueles que não conseguem se expressar sobre a “defesa do clima” como as crianças, as árvores, os animais e as rochas que também precisam de ONGs representativas. Sim, já abordamos essa loucura em outras matérias.
Em suma, guardem bem isto aqui: “Para garantirmos direitos, temos que tirar direitos!”.
Continuamos a observar as mesmas questões metafísicas novamente sendo utilizadas. Para piorar, no caso europeu, travestiram uma ONG como sendo representativa dos idosos pela “ação climática”. O absurdo é pleno, pois são exatamente os idosos os que sofrem mais por causa destas mesmas medidas governamentais adotadas, do que pelo clima de fato, especialmente no frio. Isto está diretamente ligado às contas de energia elétrica.
E o frio?
Seja no frio, com aquecedores, ou no período quente, com condicionadores de ar, o peso do custo de energia, já bastante elevado, recai sobre seus orçamentos, justamente por causa das medidas climáticas adotadas. Suas aposentadorias não acompanham os processos de desvalorização do dinheiro (muito mais no Brasil). Assim, o que esta ONG dos idosos na Suíça conseguiu foram mais mazelas para a mesma “classe” que estava supostamente a defender. Viram o engodo? Greta que o diga.
Dra. Blanca trouxe informações de Madri que simplesmente invalidam a premissa suíça, mostrando tanto os erros nas diretivas sobre a água, como a condenação do CO2 como poluente, quando na verdade ele é um gás essencial à vida. Os dados fornecidos para o agente do governo suíço, Dr. Xavier-Baptiste Ruedin, também listaram a revogação de praticamente todas as diretivas climáticas da Agência Ambiental dos EUA, incluindo seu fantasioso “Alerta de Perigo” e a remoção de famigerados cenários gerados pelo IPCC.
Também não sei se foi do acaso, mas na mesma semana, o presidente dos EUA, Donald John Trump questionou veementemente a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e os manuais científicos que ela publicou, os quais foram direcionados especificamente para o poder judiciário. Trump não mediu palavras em dizer que os tais manuais que versam sobre clima são uma farsa que facilitou o ganho de causas do novo golpe da economia verde. O presidente acabou por ordenar a revisão desta conduta aos oficiais federais.
Na rede social truthsocial.com, o republicanos declarou:
“A Academia Nacional de Ciências publicou historicamente Manuais Científicos analíticos expressamente para o nosso Judiciário Federal. É claro que a Academia foi administrada por *Dumocratas radicais da esquerda que, ao que parece, publicaram Manuais fraudulentos, tendenciosos e enganosos sobre Mudanças Climáticas. Esses Manuais falsos foram usados pelos Juízes para decidir enormes Casos de ’Mudanças Climáticas’ e criaram enormes perdas em todo o nosso país. Esses Manuais foram totalmente DESACREDITADOS. Os Juízes Federais de Nossa Nação merecem Fatos e Ciência, não Fraudes Políticas e Falsa Ciência sobre o Clima. Com esta VERDADE, venho por meio desta, determinar aos Oficiais Federais de Suspensão e Demissão que revejam esta conduta. Nossos Contribuintes não deveriam estar financiando a Fraude Climática, e os Juízes nunca deveriam ter confiado nela. Obrigado pela atenção a este assunto! Presidente DONALD J. TRUMP”.
*aglutinação (palavra-valise) de dumb com democrat (algo como democratas burros).
Cenário da Justiça brasileira
No Brasil, agentes do Ministério Público têm processado pessoas e agricultores por “dano climático”. Esse é um típico caso de justiça adjetivada, lastreada em metafísica pura. Não tem nenhuma diferença de caçada às bruxas. Elas só se tornaram bruxas climáticas. Por isso que sempre mantive meu desafio de que aguardo a prova de como qualquer destes casos, poderia mudar a abjeta “temperatura do ar média global” e o clima, mesmo de forma regional. Qual é esse valor anual dentro da suposta elevação de 0,7oC em 80 anos globalmente fornecida pelo IPCC? Quais as evidências métricas definitivas do fato da causa e consequência? E principalmente, qual é a prova da efetividade desta “condenação” na escala apresentada, dentro da significância física do parâmetro “temperatura” em relação ao todo global? São questões bem técnicas propositalmente, como deveria ser a justiça.
Como descrevemos na introdução, a fuga desse desafio é dada pelo princípio jurídico da “precaução”. Aqui, eles caem na sua própria cova. Se foi a suposta ciência que fez a afirmação; se foi a suposta ciência que fez a acusação; e se foi a suposta justiça que fez a formalização, então na hora de apresentarem as provas contra o argumento da defesa, trazem resultados de cenários de modelos que são uma fantasia especulativa? Para piorar, ao serem vencidos quando se desmascara tais resultados, a “justiça” corre para o “princípio da precaução” para vencer a “causa”? Então isto é nulo desde o início, pois foi a abjeta “ciência”, lá no princípio, que desencadeou o processo sem a efetividade da causa com a consequência.
Esses são claros movimentos resultantes da ação do “soft power” que se instaurou pelos tribunais para atender a exigência do segmento ambiental-climático da agenda global, tema que abordaremos posteriormente em separado, mas que temos que explanar aqui, pois sabemos que muitos dos agentes do judiciário vão cursar no exterior, especialmente na Alemanha, aulas de doutrinação ambiental-climática, armando-se para lutar contra a humanidade com mais metafísica pseudocientífica. Até Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) teria se surpreendido aonde chegamos (ou não).
"Leis estúpidas"
Baseando-se nisto, agravada com leis estúpidas que foram criadas, norteadas por mentiras e especulações, volto a perguntar quem vai ressarcir todos os danos e prejuízos aplicados sobre as pessoas, as empresas e os países, especialmente quando essa mesma “ciência” revogou seus esdrúxulos cenários absurdos, peça fundamental da formação de todos esses problemas jurídicos?
Para piorar, quando alguém ousa simplesmente retratar, descrevendo essa questão, passa a ser inimigo do Estado, sendo acusado de conspirar contra algo vago chamado “Estado Democrático de Direito”. Isso só torna a questão mais vexatória possível, pois é pior que a questão da analogia da condenação climática com a condenação por bruxaria. Clarifica que o direito de se expressar só vale se for do “direito” análogo ao deles. Como sugestão, por que não chamam logo de “Estado Democrático de Esquerdo”? A hipocrisia do fingimento não o legitima, podem ter certeza.
Quando o Judiciário, como poder intrínseco aos países, praticará a verdadeira Justiça, acordando dessa inquisição ambiental-climática? Afinal, a pergunta é a seguinte: “como saíram por aí acusando e processando todos, quando não há nenhuma evidência concreta sobre a suposta contribuição da pessoa/atividade em alterar o clima e/ou subir a temperatura?”.
Para quem está desperto, a metafísica que envolve o problema é bem clara.
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