Psol e Rede ficam sem fundo partidário por 185 votos
A federação formada por Psol e Rede ficou a 185 votos de cumprir a cláusula de barreira nas eleições deste ano e, com isso, não terá, a princípio, acesso ao fundo partidário, ao fundo eleitoral e ao tempo de televisão a partir de 2027. O resultado ainda pode ser alterado caso a Justiça Eleitoral anule votos de candidaturas, reduzindo o total de votos válidos. Para superar a cláusula, a federaç
A federação formada por Psol e Rede ficou a 185 votos de cumprir a cláusula de barreira nas eleições deste ano e, com isso, não terá, a princípio, acesso ao fundo partidário, ao fundo eleitoral e ao tempo de televisão a partir de 2027. O resultado ainda pode ser alterado caso a Justiça Eleitoral anule votos de candidaturas, reduzindo o total de votos válidos.
Para superar a cláusula, a federação precisava atingir 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos em pelo menos nove Estados, com no mínimo 1,5% em cada um deles. A outra possibilidade seria eleger ao menos 13 deputados federais em nove unidades da Federação.
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A federação apostou no primeiro critério. O desempenho nacional permitiu superar os 2,5%, impulsionado principalmente pela votação em São Paulo, onde a coligação partidária obteve mais de 12% dos votos para deputado federal. Faltava, contudo, atingir o piso de 1,5% em nove Estados.
Psol e Rede conseguiram alcançar o percentual mínimo em oito Estados: Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O Distrito Federal registrou o melhor desempenho da federação, com mais de 14% dos votos.
O nono Estado poderia ser Espírito Santo, Bahia ou Santa Catarina. No Espírito Santo, a federação ficou próxima do objetivo. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, foram 31.839 votos, equivalentes a 1,49% dos 2.134.985 votos válidos.
Para atingir os 1,5%, seriam necessários 32.024 votos. A diferença, portanto, foi de 185 votos.
O resultado, contudo, ainda pode sofrer alterações. A anulação de candidaturas e votos pela Justiça Eleitoral pode reduzir o número total de votos válidos e elevar proporcionalmente a votação das legendas que permanecerem aptas a disputar a distribuição dos recursos e do tempo de propaganda.
Um dos casos que pode provocar esse efeito envolve candidaturas fictícias para cumprir a cota de gênero. Quando a Justiça reconhece fraude, os votos relacionados às candidaturas podem ser anulados, alterando o cálculo da cláusula de barreira.
Em Santa Catarina, a situação foi mais distante. A federação obteve 0,99% dos votos para deputado federal, abaixo do mínimo exigido. Na Bahia, o desempenho também não foi suficiente: 1,08%.
Rede não teve candidato no Acre
Outro resultado que chama atenção ocorreu no Acre, Estado historicamente associado à Rede por causa da trajetória política de Marina Silva. A legenda não lançou candidato a deputado federal na unidade da Federação.
Pelo Psol, a candidatura mais votada no Estado recebeu apenas 104 votos. O desempenho contribuiu para deixar a federação distante de alcançar o porcentual necessário no Estado.
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