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PT define candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais

Após período de indefinição, o Partido dos Trabalhadores definiu seu candidato ao governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. O deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias será o nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada após reunião entre Lula e Patrus na última quinta-feira, 16, e o anúncio oficial está previsto para

Depois de um longo período de indefinição, o Partido dos Trabalhadores (PT) acabou com o mistério em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, e definiu seu candidato a governador do Estado.

O deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) será o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio da Liberdade. O martelo foi batido depois de uma reunião entre Lula e Patrus na última quinta-feira, 16. O anúncio oficial deve ser feito na próxima segunda-feira, 20, durante um ato que deve reunir lideranças políticas do partido em Minas.

Quinta opção

Petista histórico, Patrus Ananias, de 74 anos, não estava entre as primeiras opções consideradas por Lula para a eleição em Minas Gerais. O “plano A” do presidente da República era fazer de Rodrigo Pacheco (PSB) seu candidato ao governador, mas o ex-presidente do Senado declinou.

Em seguida, Lula tentou convencer a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos (PT) a disputar o pleito estadual. Ela insistiu, entretanto, em manter a pré-candidatura ao Senado, em busca de uma vitória que hoje lhe parece mais próxima.

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Marília defendia a necessidade de uma “frente ampla” em Minas, reunindo lideranças de outros partidos além do PT. Recentemente, ela se aproximou do pré-candidato do MDB ao governo do Estado, Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e ex-crítico do petismo. Ele chegou a flertar com um eventual apoio de Lula, que acabou não se concretizando.

Outra alternativa cogitada pelos petistas em Minas foi um possível apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), mas as conversas também não prosperaram. Kalil esteve ao lado de Lula e do PT nas eleições de 2022, mas a relação entre ele e o partido foi conturbada.

Depois da definição sobre a candidatura ao governo do Estado, agora resta saber quem será o outro nome do PT para o Senado Federal, além de Marília Campos. Os mais cotados para compor a chapa são o empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar (1931-2011) e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares. Ambos são do PSB.

Quem é Patrus Ananias

Aos 74 anos, Patrus Ananias é um militante histórico do PT, muito ligado a Lula e uma das principais lideranças do partido em Minas Gerais.

Patrus foi vereador em Belo Horizonte, entre 1989 e 1993, e prefeito da capital mineira, de 1993 a 1997.

Com a chegada de Lula ao governo federal, em 2003, Patrus se tornou ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, entre 2004 e 2010, nos dois primeiros mandatos do petista no Palácio do Planalto.

Já no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Patrus Ananias foi ministro do Desenvolvimento Agrário, entre 2015 e 2016.

Atualmente deputado federal, Patrus ocupou uma cadeira na Câmara entre 2003 e 2007 e, depois, de 2015 até hoje. Está em seu quarto mandato.

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Minas Gerais é Estado-chave da eleição

Segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores espalhados por 853 municípios, Minas Gerais é uma peça-chave na disputa nacional. Historicamente, quem vence ali acaba conquistando a Presidência da República – foi assim em todos os nove pleitos presidenciais desde a redemocratização, entre 1989 e 2022. Das 13 eleições presidenciais diretas realizadas entre 1945 e 2022, o resultado do Estado coincidiu com o do país em 12.

Minas Gerais é apontado como uma síntese geográfica e econômica da nação, uma espécie de “miniatura” do Brasil dentro do território nacional. Mais pobre, o nordeste de Minas, onde fica o Vale do Jequitinhonha, se assemelha ao Norte e Nordeste do país. Na região oeste do Estado, o Triângulo Mineiro é um grande polo agropecuário e industrial, como o Centro-Oeste do Brasil. O sul de Minas, por sua vez, é mais desenvolvido e muito influenciado por São Paulo, enquanto a zona da mata faz divisa e tem forte ligação com o Rio de Janeiro.

Depois da definição da chapa petista, as atenções agora se voltam às articulações da direita. No campo conservador, a situação do senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL ao Planalto, também é desafiadora.

Em tese, o pré-candidato do PL ao Planalto deve apoiar seu colega no Senado, Cleitinho (Republicanos), que lidera todas as pesquisas de intenção de voto. O problema é que o próprio Cleitinho ainda não bateu o martelo sobre concorrer ou não ao Palácio da Liberdade. Apesar de ter dado sinalizações recentes de que pode se lançar ao governo do Estado, ele prometeu uma definição depois do encerramento da Copa do Mundo.

Caso Cleitinho não seja candidato, os nomes mais cotados para representar a direita na eleição são os do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL); do empresário e ex-prefeito de Betim (MG) Vittorio Medioli (PL); e do ex-prefeito de Patos de Minas (MG) Luiz Eduardo Falcão (Republicanos). Nesse espectro político, também surge o governador e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), que foi vice de Romeu Zema (Novo) e agora o apoia para a Presidência.

Leia também: "O jogo de poder nos Estados: como estão os palanques de Lula e Flávio a 90 dias da eleição"

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