Queda nos transportes puxa recuo do setor de serviços em maio
O setor de serviços no Brasil, que engloba áreas como turismo, restaurantes, salões de beleza, internet e tecnologia da informação, registrou recuo em maio deste ano.
O setor de serviços no Brasil, que inclui segmentos como turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação, recuou em maio deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mês anterior, os serviços registraram uma queda de 0,4%, segundo o IBGE. O resultado negativo foi puxado pelo desempenho ruim do segmento de transportes.
Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve um leve crescimento de 0,4%. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o setor de serviços avançou 1,9%. E, no acumulado de 12 meses até maio, a alta foi de 2,6%.
O resultado dos serviços no país em maio vieram abaixo das estimativas do mercado, de acordo com a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A média das projeções indicava estabilidade (variação de 0%).
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Transportes pesaram no índice
Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, a maior influência negativa para o resultado de maio foi do segmento de transportes, que recuou 1%.
Esse desempenho foi o que mais puxou para baixo o resultado “cheio” do índice por causa do peso maior (de 33,67%) que tem na pesquisa. Dos cinco grupos pesquisados pelo IBGE, o de “outros serviços” também fechou o mês no vermelho (-1,9%).
Por outro lado, dois segmentos tiveram crescimento em maio: serviços prestados às famílias (+0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (+2%). Serviços de informação e comunicação registraram variação nula no período (0%).
Com os resultados registrados em maio de 2026, o setor de serviço no Brasil está 19,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, e 0,5% abaixo do menor patamar já alcançado, de outubro de 2025. A pesquisa do IBGE reúne dados desde janeiro de 2011.
Veja os resultados de cada segmento pesquisado:
- Serviços prestados às famílias: 3,1%;
- Alojamento e alimentação: 4,2%;
- Outros serviços às famílias: -4%;
- Serviços de informação e comunicação: 5,2%;
- Tecnologia da informação e comunicação (TIC): 3,9%;
- Telecomunicações: 1,2%;
- Serviços de TI: 6,6%;
- Audiovisuais: 15,7%;
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2,3%;
- Serviços técnico-profissionais: 5,2%;
- Serviços administrativos e complementares: 0,1%;
- Transportes, auxiliares e correio: -4,2%;
- Transporte aquaviário: -0,4%;
- Transporte aéreo: -20,7%;
- Armazenagem e correio: -2,9%;
- Outros serviços: -2,4%.
O que diz o IBGE
Segundo Rodrigo Lobo, analista da pesquisa do IBGE, o resultado mostrou uma “menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística”.
Em maio, o volume de transporte de passageiros recuou 1,3% no país, na comparação com abril, enquanto o transporte de cargas caiu 0,2%.
O analista observa ainda que os serviços às famílias registraram o melhor resultado desde dezembro de 2014. Segundo Lobo, trata-se de um efeito do “desemprego baixo, massa de rendimentos elevada e nível de preços controlado”.
A pesquisa
A Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE monitora a receita bruta de serviços nas empresas formais com 20 ou mais trabalhadores. As áreas de saúde e educação não integram o levantamento.
A próxima divulgação da pesquisa, referente a junho de 2026, está prevista para o dia 12 de agosto.
Em 2025, o volume de serviços no país fechou em alta de 2,8%.
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