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Reajuste do Bolsa Família é ‘ato de desespero’ de Lula, diz Flávio

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, classificou o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira, 17, pelo governo federal, como um “ato de desespero” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar ganhar a eleição. A medida foi divulgada pelo governo a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições gerais no país, mar

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, classificou o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira, 17, pelo governo federal, como um “ato de desespero” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar ganhar a eleição.

A medida foi divulgada pelo governo a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições gerais no país, marcado para 4 de outubro. O piso do programa de transferência de renda passa dos atuais R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, passará de R$ 675 para R$ 777. 

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Em uma agenda de campanha em Vitória da Conquista (BA), Flávio disse que a população brasileira não cairá em “mais uma falsa promessa” de Lula às vésperas da eleição.

“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, em um ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições”, afirmou o candidato do PL ao Planalto. “Eu vou olhar para a frente, porque quero ajudar pessoas como vocês, que recebem Bolsa Família, mas precisam complementar a renda, porque os R$ 600 hoje não compram mais o que compravam no governo do presidente Bolsonaro”, completou.

O piso de R$ 600 do Bolsa Família foi estabelecido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, houve uma transição do Auxílio Emergência, criado na pandemia de covid-19, para o Auxílio Brasil – que mais tarde voltaria a se chamar Bolsa Família, já sob Lula.  

Flávio criticou o que chamou de oportunismo de Lula ao anunciar o aumento do Bolsa Família a pouco mais de duas semanas do primeiro turno da eleição. “Lula fez uma coisa que não fez em tantos anos de governo. E, faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai ganhar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode”, criticou. “Mas eu não me desespero. Ele [Lula] sabe que está perdendo.”

Em seu discurso durante o evento na Bahia, Flávio Bolsonaro fez uma série de críticas a Lula e aos governos do PT no Estado. O senador mencionou a crise na segurança pública e o elevado endividamento da população baiana. 

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“A Bahia tem uma grande oportunidade de finalmente virar uma triste fase na sua história. Há 20 anos, a Bahia é governada pelo PT e, com certeza, a segurança piorou muito”, disse Flávio. “Está todo mundo endividado, ninguém consegue pagar uma prestação nem mesmo de uma geladeira que tenha comprado”, concluiu. 

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Reajuste do Bolsa Família e desaprovação de Lula

De acordo com estimativas do Ministério do Planejamento, o impacto do reajuste é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. Segundo o ministro Bruno Moretti, a medida corresponde a uma recomposição da inflação do início do governo Lula de 2023 até agosto de 2026. 

No mês passado, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2027 sem incluir nenhum reajuste nos valores do Bolsa Família. 

A decisão de reajustar o Bolsa Família é tomada em meio à perda de tração de Lula nas pesquisas dos principais institutos e ao avanço de Flávio Bolsonaro, principal adversário do petista na corrida eleitoral. 

Segundo o levantamento do Futura/100% Cidades divulgado nesta quinta, Flávio tem 48,1% das intenções de voto, ante 43,7% de Lula. A pesquisa também testou cenários que envolvem Lula e os candidatos Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).

Além de perder no confronto direto com Flávio, Lula seria derrotado também por Augusto Cury e Ronaldo Caiado. O petista teria vantagem contra Renan Santos e Romeu Zema. 

A mesma pesquisa mostra que 53,1% dos entrevistados afirmaram desaprovar o presidente da República, ante 44,1% que o aprovam. Para 47,2%, a gestão do petista é ruim ou péssima, enquanto 36,5% a avaliam como boa ou ótima. 

Leia também: "Flávio tem 48,1% contra 43,7% de Lula no 2° turno, mostra pesquisa"

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