Reinaldo Azevedo recebeu R$ 100 mil mensais do Banco Master
O jornalista Reinaldo Azevedo recebeu pagamentos de R$ 100 mil por mês do Banco Master, instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, segundo informações atribuídas a mensagens encontradas no telefone do empresário. O jornalista Reinaldo Azevedo - Foto: X No total, o contrato previa de 12 parcelas pagas a partir de março de 2024, totalizando R$ 1,2 milhão. Saiba mais: Os
O jornalista Reinaldo Azevedo recebeu pagamentos de R$ 100 mil por mês do Banco Master, instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, segundo informações atribuídas a mensagens encontradas no telefone do empresário.
No total, o contrato previa de 12 parcelas pagas a partir de março de 2024, totalizando R$ 1,2 milhão.
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A informação sobre os repasses veio à tona em meio à divulgação de conversas extraídas do celular de Vorcaro, que expõem as relações mantidas pelo ex-controlador do Master com jornalistas, empresários de comunicação e veículos de imprensa.
Azevedo confirmou nesta sexta-feira, durante uma manifestação na rádio TMC, o recebimento de valores relacionados ao banco e apresentou esclarecimentos sobre a relação financeira.
Em nota, o jornalista salientou que a parceria foi formalizada diretamente com a área comercial da empresa e que o patrocínio era de conhecimento de seus contratantes.
Azevedo explicou que contrato de patrocínio teria sido assinado entre o podcast Reconversa, apresentado por ele e pelo advogado Walfrido Warde, e a empresa Super, ligada ao Banco Master.
Azevedo garantiu nunca ter escrito textos em defesa do Banco Master e que o podcast jamais atuou em prol dos interesses da instituição financeira.
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O jornalista afirmou também que nunca conversou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro nem com Fabiano Zettel.
Além disso, segundo Azevedo, em março de 2024, não existiam acusações públicas contra o Banco Master.
Banco Master mantinha relações financeiras com veículos de imprensa
A revelação ocorre em meio ao avanço das investigações sobre as relações de Daniel Vorcaro com empresas jornalísticas e profissionais da comunicação.
O ex-banqueiro construiu uma rede de influência em veículos de comunicação por meio de patrocínios, investimentos e contratos realizados diretamente ou por intermédio de empresas ligadas a ele.
Entre os veículos mencionados na investigação estão Brazil Journal, IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, CartaCapital, PlatôBR e Diário do Centro do Mundo. Além disso, Vorcaro teria ditado reportagens para veículos impressos do grupo Globo e do portal Metrópoles, e editado textos usados pela advogada e influenciadora digital de esquerda Gabriela Prioli.
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As revelações já levaram o Grupo Globo a demitir Frederic Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio,
As mensagens divulgadas indicam que, em determinados casos, Vorcaro participava de discussões sobre o conteúdo das publicações, solicitava alterações em reportagens e procurava interferir na abordagem de assuntos relacionados a seus interesses empresariais.
No caso do Diário do Centro do Mundo, as conversas reveladas pela imprensa apontam a existência de um acordo que previa a retirada de publicações negativas e a divulgação de conteúdos de interesse do grupo ligado ao banqueiro.
Em relação à CartaCapital, as mensagens mostram negociações de patrocínio e discussões sobre a possibilidade de participação societária de Vorcaro na publicação.
Relações financeiras levantam questionamentos sobre independência editorial
A divulgação dos pagamentos atribuídos a Reinaldo Azevedo acrescenta um novo elemento ao debate sobre as relações financeiras mantidas pelo Banco Master com profissionais e empresas do setor de comunicação.
O recebimento de remuneração por serviços efetivamente prestados não representa, por si só, uma irregularidade. Entretanto, a existência de contratos entre instituições financeiras e profissionais que atuam na cobertura jornalística suscita questionamentos sobre transparência, eventuais conflitos de interesses e independência editorial.
No caso de Azevedo, a avaliação dessas questões depende do conhecimento da natureza do contrato, dos serviços contratados, do período dos repasses e dos esclarecimentos apresentados pelo próprio jornalista.
As investigações sobre Daniel Vorcaro também colocaram em evidência a estratégia de relacionamento do banqueiro com diferentes setores da sociedade, incluindo representantes do mercado financeiro, autoridades públicas e empresas de comunicação.
A dimensão dessas relações continua sendo examinada a partir das mensagens e dos documentos reunidos pelas autoridades.
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