Renan diz que Missão comunicou Flávio sobre filiação: ‘Não fez nada’
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, também se manifestou sobre a filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido, que ainda não foi esclarecida e impediu o registro da candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Justiça Eleitoral. Como Oeste noticiou, a campanha de Flávio não conseguiu registrar a candidatura do senador nesta quinta-fe
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, também se manifestou sobre a filiação indevida do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido, que ainda não foi esclarecida e impediu o registro da candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Justiça Eleitoral.
Como Oeste noticiou, a campanha de Flávio não conseguiu registrar a candidatura do senador nesta quinta-feira, 13. O sistema da Justiça Eleitoral passou a mostrar que Flávio está filiado ao Missão.
A alteração impediu que o PL concluísse o registro da candidatura. A certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h13 desta quinta registra a desfiliação de Flávio do PL e a filiação ao Missão em 12 de agosto.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 13, Renan Santos classifca o episódio como “estranho” e “bizarro” e diz que o Missão comunicou o gabinete de Flávio no Senado sobre o ocorrido, mas que nada foi feito pela equipe do senador.
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“Fui surpreendido hoje pela notícia de que Flávio Bolsonaro apareceu filiado ao Missão e que, com base nisso, não conseguiu registrar sua candidatura. Naturalmente, isso é estranho, é bizarro. Existem fraudes e malandragens que acontecem na internet, mas a gente resolveu conferir com o nosso sistema”, diz Renan.
“O nosso sistema, e todos os dados estão disponíveis, mostra que alguém, se passando pelo Flávio Bolsonaro, foi lá, o cadastrou no nosso sistema, tentou fazer a filiação e isso foi remetido ao sistema do TSE”, confirmou o candidato do Missão ao Planalto.
“Ao mesmo tempo, o nosso sistema enviou uma mensagem ao Flávio Bolsonaro”, prosseguiu o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL). “O gabinete do Flávio Bolsonaro abriu os e-mails, portanto o gabinete tinha ciência de tudo isso, e mesmo assim nada foi feito da parte deles para regularizar a situação”, afirmou Renan.
No pronunciamento, o candidato do Missão à Presidência insinua que Flávio poderia estar aproveitando o episódio para adiar o registro de sua candidatura no TSE.
“Estranhamente, Flávio Bolsonaro não fez nada. Muita gente começa a comentar se Flávio Bolsonaro está utilizando dessa manobra que alguém fez para postergar o registro da sua candidatura. Será que ele vai tentar manter a candidatura?”, indaga Renan.
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“Da nossa parte, não tem nenhuma brincadeira. Vamos contribuir para descobrir quem foi o malandro que fez isso. E também não queremos uma figura como Flávio Bolsonaro constando como membro do nosso partido”, diz o líder do MBL. “Isso denigre a nossa imagem e atinge a honra do nosso partido. Não queremos gente como ele sequer sonhado em figurar com uma marca de gente honesta e inteligente como o partido Missão.”
Relatório técnico
O Missão também divulgou um relatório técnico “para apuração de filiação realizada em nome de terceiro, sem autorização, para instrução de medida cabível”, no qual fornece dados sobre o processo da filiação indevida de Flávio.
“Os dados a seguir foram os informados no formulário de filiação, tal como consta nos registros do partido Missão. Não há confirmação de que correspondam aos dados reais de Flávio Nantes Bolsonaro – ao contrário, a divergência de CPF descrita no item 4 é indício de que o nome foi utilizado indevidamente por terceiro”, afirma o documento.
“Tão logo identificada a divergência descrita no item 4, e ainda dentro do prazo em que o sistema Filia permite a exclusão de um registro de filiação recém-enviado, o partido Missão solicitou ao sistema Filia a reversão (exclusão) do registro, com o propósito de impedir sua efetivação em razão do dado divergente”, diz o relatório.
O Missão afirma ainda que “o sistema Filia recusou o pedido, respondendo com mensagem de erro de permissão de acesso (‘Você não tem permissão para acessar este recurso’ — código HTTP 403), impedindo a conclusão da reversão”. “Em razão dessa recusa, o registro seguiu seu processamento normal e foi efetivado pelo sistema Filia antes que fosse possível revertê-lo”, afirma a legenda.
Segundo o relatório, “a filiação permanece ativa no partido Missão, com a divergência de CPF identificada e registrada, sem que tenha sido possível revertê-la junto ao sistema Filia”.
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“Uma vez efetivado o registro no sistema Filia (‘Regular’), não há mecanismo simples de exclusão – eventual desfiliação depende de solicitação do próprio titular do título eleitoral, inclusive de forma presencial em cartório eleitoral, conforme procedimento do TSE”, diz o Missão.
O TSE informa que os dados de filiação são inseridos pelos próprios partidos no sistema Filia. A Justiça Eleitoral ressalta que as informações ficam sob responsabilidade das legendas e que a certidão possui apenas presunção relativa de veracidade.
O prazo para partidos, federações e coligações registrarem seus candidatos termina às 19 horas do próximo sábado, 15. A campanha de Flávio trabalha para corrigir a situação até a data-limite.
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