Renan Santos nega que cortina vermelha signifique apoio a Lula
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão), quarto colocado no primeiro turno, com 2,24% dos votos válidos, negou nesta quarta-feira, 7, que tenha dado qualquer sinal de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por meio de uma publicação nas redes sociais. A interpretação surgiu depois de o político mostrar uma nova cortina vermelha instalada em sua casa. Renan publicou ima
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão), quarto colocado no primeiro turno, com 2,24% dos votos válidos, negou nesta quarta-feira, 7, que tenha dado qualquer sinal de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por meio de uma publicação nas redes sociais. A interpretação surgiu depois de o político mostrar uma nova cortina vermelha instalada em sua casa.
Renan publicou imagens dos tecidos, que passaram a bloquear a luz do sol que entrava pelas janelas durante a manhã. Segundo ele, a troca tinha como objetivo permitir mais horas de sono.
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“Eu usava uma cortina só branca, para aí acordar 6 da manhã, 5 da manhã com a luz do sol. Às vezes você quer dormir um pouco mais e não consegue. Gosto da ideia”, afirmou.
A escolha da cor provocou comentários de usuários que interpretaram a cortina vermelha como uma possível referência ao PT. Parte das mensagens sugeria que Renan estaria indicando voto em Lula para preservar espaço político à direita e manter uma posição de oposição ao eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
A interpretação ganhou força nas redes sociais, mas foi rejeitada pelo candidato. Renan voltou ao assunto para afirmar que a publicação não tinha relação com a eleição ou com o PT.
“Eu não acredito que o fato de eu estar falando da cortina... Tem gente achando que eu declarei voto no PT, cara”, disse. “Eu odeio o PT, eu jamais vou votar no Lula, tá bom? Para com isso. Isso aqui é só uma cortina. Eu só estou perguntando para vocês se acharam que ficou legal. Tá todo mundo doente.”
Renan Santos diz que não apoiará Lula nem Flávio
Depois do primeiro turno, Renan afirmou que não havia sido procurado por integrantes do PT ou do Centrão para negociar uma eventual aliança para a segunda etapa da disputa. O candidato também disse que pretende evitar articulações desse tipo e concentrar esforços em outras prioridades.
Entre os planos citados por Renan estão a estruturação do Missão, partido criado a partir do Movimento Brasil Livre, e o lançamento de um novo álbum de rock. O candidato também declarou que não apoiaria nem Lula nem Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Ao comentar os dois nomes, classificou ambos como “bandidos” e afirmou que sua militância está livre para tomar a própria decisão.
O Missão estreou nas eleições de 2026 com desempenho limitado nas disputas proporcionais. Segundo levantamento publicado pelo jornal O Globo, a legenda lançou 483 candidatos e conseguiu eleger apenas dois.
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