Renan Santos relembra protestos contra Toffoli e ironiza suspensão de campanha: ‘Coincidências’
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) relembrou nesta segunda-feira, 31, protestos e vídeos promovidos contra o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao comentar a suspensão de atos de sua campanha pelo magistrado. Ao apresentar os episódios, Santos recorreu à ironia e afirmou não estabelecer relação causal entre eles e a medida do ministro. Durante coletiva de
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) relembrou nesta segunda-feira, 31, protestos e vídeos promovidos contra o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao comentar a suspensão de atos de sua campanha pelo magistrado. Ao apresentar os episódios, Santos recorreu à ironia e afirmou não estabelecer relação causal entre eles e a medida do ministro.
Durante coletiva de imprensa, Santos exibiu fotografias de manifestações convocadas por ele pela saída de Toffoli da relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). “Duvido que esses elementos tenham alguma relação com o despacho profundamente democrático, profundamente técnico, refinado do ponto de vista jurídico do ministro Dias Toffoli”, ironizou.
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O candidato continuou a ironizar a atuação do ministro, mas evitou afirmar diretamente que houve retaliação. “Não estou falando aqui em uma relação causal, tenho que ser muito cuidadoso”, disse. Na sequência, acrescentou: “Mas certas coincidências são muito coincidentes”.
Santos afirmou que a campanha enfrentou problemas no sistema do TSE para cadastrar as redes sociais e corrigiu as informações antes de qualquer solicitação do Ministério Público. Segundo ele, outros candidatos tiveram dificuldades semelhantes, mas não sofreram as mesmas restrições.
Advogado de Renan Santos contesta restrições impostas à campanha
O advogado eleitoral Arthur Rollo, responsável pela defesa do Missão, afirmou que três decisões atingiram a chapa e questionou principalmente a proibição de participação em debates e sabatinas. “Se é um problema de rede social, se é exercício de poder de polícia, por que impedir participação em debate e sabatina?”, perguntou. “Isso inviabiliza completamente a campanha do candidato.”
Rollo afirmou que a legislação permite a prática de atos de campanha enquanto o registro da candidatura ainda está sob análise. Segundo ele, a Procuradoria-Geral Eleitoral apresentou três pareceres favoráveis aos registros da chapa, sem apontar causas de inelegibilidade.
O advogado também criticou a decisão por ter sido tomada sem ouvir previamente a defesa. “A gente não teve oportunidade de se defender, a gente não teve uma acusação formal”, disse. Sobre os 16 perfis informados posteriormente, sustentou que novas contas podem ser comunicadas à Justiça Eleitoral durante a campanha.
Rollo disse que ainda analisaria com a equipe quais perfis foram usados no período citado por Toffoli e destacou o impacto de uma eventual conclusão equivocada. “Se ele se enganou na decisão, como é que a gente faz para devolver o tempo de campanha do Renan?”, perguntou. A defesa vai apresentar um mandado de segurança ao TSE ainda nesta segunda-feira.
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