Republicanos confirma neutralidade e exclui Daniella Marques da vice de Flávio
O Republicanos decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência da República, conforme oficializado em sua convenção nacional nesta terça-feira, 4. A decisão encerra as negociações para uma aliança formal com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reduz as opções do presidenciável às vésperas do prazo final para as convenções partidárias.
O Republicanos decidiu permanecer neutro na disputa pela Presidência da República. A definição foi oficializada durante a convenção nacional da legenda nesta terça-feira, 4, encerrando as negociações para uma aliança formal com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reduzindo as opções do presidenciável às vésperas do encerramento do prazo para as convenções partidárias.
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A decisão foi tomada depois de uma consulta aos diretórios estaduais. Segundo o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, 17 diretórios defenderam a neutralidade, enquanto nove manifestaram apoio à candidatura de Flávio e apenas um se posicionou a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar de declarar apoio pessoal ao senador do PL, Pereira afirmou que prevaleceu a vontade da maioria dos integrantes do Republicanos: “Eu não posso ser contrário à maioria do partido”.
Danielle Marques deixa de ser opção de vice
A decisão também encerra a possibilidade de a economista Daniella Marques integrar a chapa presidencial de Flávio como candidata a vice. Filiada recentemente ao Republicanos, ela vinha sendo considerada uma das principais alternativas para compor a candidatura do senador, sobretudo pelo perfil técnico e pela interlocução com o mercado financeiro.
Com a ausência de uma coligação entre os partidos, porém, a hipótese foi descartada. Marcos Pereira elogiou Daniella, mas afirmou que a deliberação da convenção impede sua participação na chapa presidencial.
“Ela tinha um desejo, o Flávio também me externou que ela era, sim, uma opção a se candidatar a vice”, explicou. “E, não havendo a coligação, não haverá candidatura à vice. Ela pode continuar filiada, pode ser uma militante, contribuir, porque é uma pessoa extremamente competente na área econômica e administrativa. Só não vai ser desta vez que ela poderá se candidatar à vice.”
Campanha liberada nos Estados
Embora o Republicanos não integre formalmente nenhuma coligação presidencial, Marcos Pereira explicou que os diretórios estaduais terão liberdade para apoiar candidatos de acordo com a realidade local.
Na prática, isso significa que lideranças da sigla podem participar da campanha de Flávio, mas sem que o partido transfira tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão à chapa presidencial.
“Apenas o Republicanos não empresta o tempo de televisão a ele, e cada Estado seguirá aquilo que previamente já tinha sido deliberado”, declarou.
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