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Reunião entre Moraes e cúpula da PF repercute entre delegados

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) espera que a Polícia Federal (PF) mantenha uma atuação técnica e isenta durante o período eleitoral. A manifestação do presidente da entidade, Edvandir Paiva, ocorreu depois de um encontro entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integrantes da direção da corporação. “A ADPF espera uma postura e

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) espera que a Polícia Federal (PF) mantenha uma atuação técnica e isenta durante o período eleitoral.

A manifestação do presidente da entidade, Edvandir Paiva, ocorreu depois de um encontro entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integrantes da direção da corporação.

“A ADPF espera uma postura estritamente republicana, técnica e isenta da Polícia Federal durante todo este período eleitoral. Estamos falando de uma instituição de Estado, com 82 anos, que jamais pode deixar que prospere qualquer tipo de dúvida sobre sua atuação”, afirmou Paiva à revista Veja.

Para o presidente da associação, a corporação deve preservar autonomia para cumprir suas atribuições constitucionais. “A nossa luta permanente é por uma Polícia Federal de Estado, com autonomia real para cumprir seu papel constitucional, sem lado, ideologia ou partido”, declarou.

Encontro reuniu dirigentes da PF e Moraes

A reunião ocorreu na terça-feira 6, na sede do STF, em Brasília. Além de Alexandre de Moraes e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, participaram Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência, e Dennis Cali, responsável pela área de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.

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Nenhum dos participantes registrou o encontro em agenda pública. O Poder360 divulgou a realização da reunião.

O encontro ocorreu em um momento de repercussão dentro da PF por causa de relatórios de inteligência produzidos pela corporação. Em 8 de setembro, o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

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A PF elaborou os relatórios entre 3 e 31 de agosto. Os documentos reuniam informações sobre a atuação de Moraes. Conforme a versão apresentada pela própria corporação, o ministro determinou a produção do material no âmbito do Inquérito das Fake News, e Andrei entregou os documentos a ele.

Moraes encaminhou os relatórios ao presidente do STF, Edson Fachin, em um pedido de providências contra Mendonça. Na solicitação, o ministro mencionou indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade relacionados à condução das investigações sobre o Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em 8 de setembro, o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues | Foto: Tom Costa/MJSP

A reunião entre Moraes, Andrei Rodrigues e os demais dirigentes da PF ocorreu cerca de um mês depois da decisão de Mendonça.

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