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Sanções dos EUA prejudicaram investigação sobre o PCC, diz diretor da PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra brasileiros suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) prejudicaram uma investigação da corporação. A divulgação das medidas na quarta-feira, 1º, obrigou a PF a antecipar a Operação Exchange, deflagrada no mesmo dia.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, na última sexta-feira, 3, que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra brasileiros suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) prejudicaram uma investigação conduzida pela corporação. Segundo ele, a divulgação das medidas na quarta feira 1º, obrigou a PF a antecipar a Operação Exchange, deflagrada no mesmo dia.

Durante entrevista coletiva, Rodrigues disse que a antecipação da operação comprometeu o planejamento da investigação e dificultou o cumprimento de um dos mandados.

"De fato, se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, talvez tivéssemos localizado essa pessoa e, infelizmente, não localizamos", declarou. "Então, houve um prejuízo à investigação."

PF antecipou operação

A Operação Exchange investiga uma organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas para o PCC. A PF cumpriu 11 mandados de prisão temporária e ordens de busca e apreensão nas cidades paulistas de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

PF considera Victor Henrique de Oliveira Shimada foragido | Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Justiça também determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos que podem chegar a R$ 10,4 bilhões.

O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, afirmou que a investigação brasileira já estava em andamento antes da decisão do governo norte-americano.

"Há uma investigação em curso nos Estados Unidos e outra no Brasil", disse Cali. "Em razão dessa publicação, tivemos que adiantar e deflagrar a operação hoje."

Segundo ele, a representação da PF e a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares são anteriores às sanções anunciadas pelos EUA.

Sanções atingiram dois brasileiros

Na última semana, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e quatro empresas por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Reproduzir

A medida bloqueia bens sob jurisdição norte-americana e proíbe cidadãos e empresas dos EUA de realizar transações com os sancionados.

A PF não localizou Victor Shimada durante a operação, e o considera foragido. Os agentes prenderam seis pessoas na operação, entre elas Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também sancionada pelos Estados Unidos.

A corporação informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema e rastrear os recursos movimentados pela organização criminosa.

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