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Secretário-geral da OEA condena fim das eleições na Nicarágua

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, criticou a decisão da Nicarágua de acabar com as eleições no país.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, criticou a decisão da ditadura da Nicarágua de acabar com as eleições no país.

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o regime de Daniel Ortega "abandonou a democracia, inclusive sua aparência", e disse que a eliminação do processo eleitoral representa a negação do direito da população de escolher seu governo.

https://twitter.com/SG_OEA_OAS/status/2079304469901439318

Ramdin também afirmou que ataques às instituições democráticas têm impactos em toda a região e declarou que a OEA continuará defendendo os direitos democráticos do povo nicaraguense.

Daniel Ortega anuncia fim das eleições presidenciais na Nicarágua

Daniel Ortega, ditador da Nicarágua, é acusado de perseguir todas as formas de oposição política | Foto: Divulgação/Presidência da Nicarágua

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou neste domingo, 19, que não realizará a eleição presidencial prevista para novembro de 2027. A declaração ocorreu durante as comemorações dos 47º aniversário da Revolução Sandinista, em Manágua.

No discurso, Ortega afirmou que impedirá o retorno da oposição ao poder e acusou adversários de atuar em conjunto com os Estados Unidos para reverter as mudanças promovidas pelo governo.

"Aqui acabou a história de que os partidos colocados pelos ianques voltarão a chegar ao governo”, disse Ortega. “Jamais, jamais, jamais."

O anúncio ocorre em meio a uma série de mudanças promovidas pelo regime nos últimos anos. Em fevereiro de 2025, entrou em vigor uma nova Constituição que ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos, concentrou competências no Poder Executivo e criou o cargo de copresidente, ocupado por Rosario Murillo, mulher de Ortega e então vice-presidente.

O governo também intensificou a repressão contra opositores, jornalistas e integrantes da Igreja Católica. Parte deles foi presa, enquanto outros deixaram o país. Entre os nomes citados estão Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro, e Dora María Téllez, ex-integrante da Revolução Sandinista que rompeu com Ortega.

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