Segurança resgatado com vida na Venezuela após oito dias sob escombros
Equipes de resgate de El Salvador e do Chile salvaram, nesta quinta-feira (2), um segurança de 44 anos que estava preso sob as ruínas de um shopping no estado de La Guaira, no litoral norte da Venezuela. Os dois fortes terremotos consecutivos que devastaram o país ocorreram há pouco mais de uma semana.
Equipes de busca e resgate de El Salvador e do Chile salvaram, nesta quinta-feira, 2, um segurança de 44 anos que estava preso sob as ruínas de um shopping no estado de La Guaira, na costa norte da Venezuela. Os dois fortes tremores consecutivos que devastaram o país ocorreram há pouco mais de uma semana.
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O trabalho para retirar Hernan Alberto Gil dos escombros do Galerias Playa Grande, um prédio de nove andares, começou na última segunda-feira, 29. Devido à instabilidade da estrutura, as equipes precisaram cavar dois túneis separados para alcançá-lo.
Durante as mais de 70 horas de operação, os socorristas conseguiram fornecer hidratação a Hernan através de tubos. O trabalhador foi retirado com ferimentos leves, sob os aplausos de socorristas e jornalistas que acompanhavam o caso.
A ação reuniu equipes do Chile, Estados Unidos, Portugal, México, Costa Rica, Venezuela e El Salvador.
O impacto do terremoto na Venezuela
A devastação foi causada por dois tremores de magnitude 7.2 e 7.5, que atingiram a região com menos de um minuto de diferença. Até o momento, o governo confirmou 2.295 vítimas fatais.
O cenário, contudo, pode ser ainda mais grave. O Serviço Geológico dos EUA estima que o número de óbitos possa passar de 10 mil, e a Organização das Nações Unidas já iniciou a compra de 10 mil sacos para cadáveres.
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Paralelamente, uma lista on-line não oficial contabiliza cerca de 38.600 pessoas ainda desaparecidas. Esse número chegou a atingir 60 mil nos primeiros dias do desastre. A comunicação via celular continua instável em La Guaira, a região mais afetada.
População na linha de frente
Apesar da forte presença de militares e policiais nas ruas, a resposta inicial ao desastre foi liderada majoritariamente por civis. Faltou maquinário pesado adequado para mover grandes blocos de concreto.
Por conta disso, voluntários como professores, veterinários e moradores passaram dias cavando com as próprias mãos, pás e picaretas. Nas primeiras horas, a chegada de água e suprimentos dependeu de milhares de motociclistas civis.
Hoje, os próprios voluntários gerenciam abrigos de forma independente. Eles criaram, inclusive, sistemas próprios para o rastreamento de moradores desabrigados.
Tensões e saques em meio aos escombros
A presença do Estado tem gerado alguns atritos com a população. Na semana passada, o governo tentou restringir o acesso civil a La Guaira, alegando bloqueio de veículos de emergência, mas a medida durou apenas um dia.
Além disso, circularam vídeos nas redes sociais mostrando agentes de segurança saqueando escombros. Em resposta, o Ministério do Interior confirmou a prisão e o afastamento de quatro policiais por roubo de bens nos destroços.
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Equipes da Alemanha e da Suíça já concluíram suas missões no país. No entanto, socorristas de mais de uma dúzia de outras nações permanecem na Venezuela para auxiliar nos esforços de recuperação (Com informações da Reuters).
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