Senado aprova indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU
O Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), vaga aberta pela saída de Bruno Dantas. Em votação secreta, o ex-presidente da Casa recebeu 63 votos favoráveis e 4 contrários.
O Senado aprovou nesta terça-feira, 1º, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na cadeira deixada por Bruno Dantas nesta semana. Em votação secreta, o ex-presidente da Casa recebeu 63 votos favoráveis e 4 contrários.
Pacheco foi indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), depois de Dantas decidir antecipar sua saída do tribunal. A escolha foi formalizada por meio do Projeto de Decreto Legislativo 995/2026, apresentado nesta segunda-feira, 31, e subscrito por outros 19 senadores.
A indicação reuniu apoio de parlamentares da base governista e da oposição. Entre os signatários estão os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Camilo Santana (PT-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Cid Gomes (PSB-CE) e Omar Aziz (PSD-AM).
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Com o aval dos senadores, a escolha de Pacheco ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados. Se também for aprovada pelos deputados, a indicação poderá ser efetivada para o preenchimento da vaga no TCU.
Indicação de Alcolumbre
A escolha de Pacheco para o tribunal foi articulada diretamente por Alcolumbre. Os dois mantêm uma relação política próxima no Senado, e o atual presidente da Casa já havia defendido o nome do mineiro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Pacheco chegou a ser cotado para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, optou por indicar o então advogado-geral da União, Jorge Messias. O nome enfrentou forte resistência de Alcolumbre e acabou rejeitado pelo Senado em uma votação histórica.
A vaga no TCU surgiu com a decisão de Dantas de deixar antecipadamente a Corte. O ministro poderia permanecer no tribunal por quase mais três décadas, até atingir a idade de aposentadoria compulsória. Dantas integrava o TCU desde 2014 e presidiu o órgão no biênio 2023-2024.
A cadeira é destinada à escolha do Congresso Nacional. Por isso, diferentemente das indicações feitas pelo presidente da República para o TCU, a escolha de Pacheco passa pelas duas Casas legislativas.
Quem é Rodrigo Pacheco
Advogado especializado em Direito Penal, Rodrigo Pacheco construiu sua carreira inicialmente na advocacia. Foi conselheiro seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais, de 2007 a 2012, e conselheiro federal da entidade de 2013 a 2015.
Pacheco ingressou na política eleitoral em 2014, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Na Câmara, chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Quatro anos depois, em 2018, foi eleito senador pelo Estado.
A ascensão no Senado foi rápida. Depois de presidir a CCJ, Pacheco chegou ao comando do Senado e do Congresso Nacional em 2021 e permaneceu na presidência da Casa por dois biênios, até 2025.
Nos últimos anos, o senador se aproximou de Lula e chegou a ser apontado pelo presidente como uma opção para disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Pacheco, porém, recusou a candidatura e sinalizou o encerramento de seu ciclo na política eleitoral.
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