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Senado aprova spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres

O Senado aprovou nesta terça-feira o projeto que autoriza a venda, compra e posse de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres. Como a Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta, o texto segue para sanção presidencial.

O Senado aprovou nesta terça-feira, 30, o projeto que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres. Como a Câmara dos Deputados já havia avalizado a proposta, o texto segue para sanção presidencial.

A medida permite o uso de aerossóis à base de extratos vegetais para repelir agressão injusta, atual ou iminente. O projeto determina que o usuário utilize o produto de forma proporcional e apenas durante o período necessário para neutralizar a ameaça.

A Câmara dos Deputados já havia aprovado o texto, e agora o Senado também o aprovou | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A autorização valerá para mulheres com 18 anos ou mais. Jovens entre 16 e 18 anos também poderão adquirir o spray, desde que apresentem autorização dos responsáveis.

A aprovação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.

Projeto estabelece regras para compra e uso

Para comprar o spray, a interessada deverá comprovar residência fixa e não possuir condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça. Os estabelecimentos comerciais terão de manter o registro das vendas por, no mínimo, cinco anos, além de fornecer orientações básicas sobre o uso do equipamento.

A maior parte das especificações técnicas ficará sob responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quando o produto utilizar oleorresina capsicum, conhecida como spray de pimenta, as normas serão definidas pelo Comando do Exército.

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O texto fixa em 50 mililitros o volume máximo permitido para uso civil. Produtos com capacidade superior permanecerão restritos aos órgãos de segurança pública.

Quem utilizar o spray de forma indevida poderá receber advertência, multa entre um e dez salários mínimos, apreensão do produto e proibição de nova compra por até cinco anos. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro. Se houver perda ou furto do equipamento, a proprietária deverá registrar boletim de ocorrência.

O projeto também cria o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e no Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres, com previsão de cursos de defesa pessoal e campanhas educativas.

Estados e municípios já adotaram iniciativas semelhantes. No Rio de Janeiro, por exemplo, a liberação do spray entrou em vigor em novembro do ano passado. Agora, a proposta aguarda a decisão presidencial para entrar em vigor.

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