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Senador alvo de operação sobre fraudes no INSS pede apuração de vazamentos

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) solicitou ao Senado a apuração da origem de vazamentos de informações obtidas de seu aparelho celular, apreendido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes contra segurados do INSS.

Alvo da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) recorreu ao Senado para tentar identificar a origem dos vazamentos de informações extraídas de seu celular apreendido pela Polícia Federal (PF).

O parlamentar pediu ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que a Casa acione o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a própria PF para cobrar uma apuração sobre a divulgação do conteúdo, que está submetido a segredo de Justiça.

Em ofício, Weverton Rocha afirmou que a divulgação de imagens e conversas também expôs outros integrantes do Congresso que não são investigados e alega que a forma como os conteúdos vêm chegando à imprensa sugere uma utilização seletiva dos dados obtidos na investigação.

“A seletividade com que os elementos são liberados, sempre de modo a maximizar a repercussão, não raro antes de qualquer contraditório, demonstra não se tratar de mero incidente, mas de prática que compromete a lisura da investigação e a dignidade das instituições”, declarou o parlamentar.

A ofensiva de Weverton ocorreu depois da publicação de uma fotografia pessoal encontrada no aparelho apreendido. A imagem, registrada em abril de 2023 durante um encontro na propriedade do advogado e empresário Willer Tomaz, mostra o senador em uma piscina e também expõe outros parlamentares. 

https://twitter.com/rtnoticias_br/status/2086459015110725660

Segundo o senador, o celular funcional foi apreendido em 17 de dezembro de 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto. Desde então, ele afirma que o conteúdo passou por uma “verdadeira devassa”, com a divulgação sucessiva de “mensagens, fotografias e dados de caráter estritamente pessoal”, inclusive envolvendo pessoas que não fazem parte da investigação.

Weverton Rocha quer acionar autoridades

O pedido encaminhado a Alcolumbre vai além de uma reclamação formal. Weverton solicitou que a Advocacia do Senado representasse ao STF, à PGR e à Corregedoria-Geral da Polícia Federal para que seja investigada a origem dos vazamentos e identificados os eventuais responsáveis.

O parlamentar também pediu a preservação de registros capazes de mostrar quem teve acesso ao material, quem realizou cópias e eventuais compartilhamentos — inclusive por aplicativos de mensagens e com assessorias de comunicação.

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Outra frente mira diretamente o Executivo. O ofício solicitou que o Senado cobre do Ministério da Justiça e Segurança Pública informações sobre as providências tomadas para “apurar e coibir os vazamentos” e sobre os responsáveis tanto pela custódia dos dados quanto pela comunicação relativa às diligências. Weverton Rocha pediu ainda que as autoridades adotem medidas para impedir novas divulgações.

No documento, o senador sustentou que a situação pode representar violação à intimidade, ao sigilo dos autos e à presunção de inocência e menciona a possibilidade, em tese, de enquadramento no crime de violação de sigilo funcional. 

Weverton Rocha também destacou que o vazamento de informações envolvendo congressistas “atinge o próprio Parlamento” e “sugere instrumentalização político-seletiva de material sigiloso”.

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