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Senador defende afastamento de Moraes e cita contrato de R$ 130 milhões

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citando um contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. A declaração foi dada em entrevista no domingo, 7, em Brasília.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista exclusiva a Oeste, em Brasília, neste domingo, 7, o político citou o contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

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“Eu acho que tem 130 milhões de razões aí para ser afastado imediatamente”, afirmou Girão, em referência ao valor do acordo. A declaração ocorre depois de o ministro André Mendonça liberar para julgamento no plenário do STF o caso que envolve as mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir a data da análise.

O relatório da Polícia Federal reúne mensagens de Vorcaro com referências a Moraes. O material também menciona alterações em um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane.

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O documento, porém, ainda passará por análise do plenário, que poderá decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro. Portanto, na esfera jurídica, as informações ainda não equivalem a uma conclusão de responsabilidade de Moraes.

Girão também cobra afastamento de Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro do STF Alexandre de Moraes: interesse mútuo | Foto: Reprodução/X

Na entrevista, o senador ampliou as críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Girão defendeu a saída do parlamentar e citou sua atuação diante das investigações envolvendo o Banco Master.

A Polícia Federal investiga a aplicação de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) em letras financeiras do banco. O então presidente da autarquia, Jocildo Silva Lemos, tinha sido tesoureiro da campanha de Alcolumbre em 2022 e chegou ao cargo com indicação do senador. O irmão de Alcolumbre, Alberto, integra o conselho fiscal da Amprev.

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Girão afirma que essas relações criam conflito de interesses e ajudam a explicar a falta de avanço da CPI do Banco Master. O requerimento da comissão reúne 53 assinaturas, acima das 27 necessárias, mas depende de leitura em plenário para avançar. Senadores já recorreram ao STF para cobrar a instalação.

O senador também citou uma representação contra Alcolumbre no Conselho de Ética. Carlos Viana apresentou outra representação em 3 de setembro, por causa da atuação do presidente do Senado nos pedidos de impeachment de Moraes.

Leia mais: "A solidão do homem que diz não", artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 338 da Revista Oeste

"Porque foram enviados R$ 400 milhões da Amprev para o Banco Master a fundo perdido, e quem foi que fez isso?", questionou Girão. "Foi o tesoureiro de campanha do Davi Alcolumbre e o irmão do Davi Alcolumbre, que é o conselheiro fiscal. Por isso que ele não abre a CPI nem a CPMI. Ele tem que estar fora do Senado Federal. Fora, Alcolumbre!"

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