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Senador Flávio Bolsonaro cobra de Cármen Lúcia apoio para investigar Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, pediu neste sábado, 5, à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apoie a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi dada durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cobrou da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), apoio à abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele deu a declaração neste sábado, 5, durante uma live nas redes sociais.

“Queremos saber se a senhora vai autorizar que o ministro Alexandre de Moraes seja investigado”, afirmou Flávio, ao acrescentar que Cármen deveria se preocupar com a própria biografia ao decidir sobre o caso.

O senador também convocou apoiadores para os atos do 7 de Setembro, marcados para esta segunda-feira, 7, em diferentes cidades. A principal manifestação ocorrerá na Avenida Paulista, em São Paulo, com críticas a Moraes e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio relacionou o tamanho da mobilização popular ao resultado das deliberações no Supremo. “Se no 7 de Setembro as ruas estiverem cheias em todo o Brasil, o julgamento vai ser um; se estiverem vazias, vai ser outro”, declarou.

Durante a transmissão, o candidato conversou com eleitores e políticos que apoiam sua campanha. Alguns participantes criticaram as condenações relacionadas aos atos do 8 de janeiro de 2023. Houve também manifestações em defesa dos condenados nesses processos.


A decisão de Cármen Lúcia

Cármen Lúcia não declarou como votará em uma eventual decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a ministra considera que houve erros tanto na atuação de Moraes quanto na de André Mendonça durante os episódios que aprofundaram a crise interna do tribunal. O posicionamento atribuído à magistrada se baseia em relatos de interlocutores.

Depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) envolvendo Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, Cármen telefonou para o ministro exposto no documento. Conforme a Folha, Moraes interpretou a ligação como uma demonstração de solidariedade, mas não recebeu garantia de apoio em futuras votações.

A reação posterior de Moraes também teria desagradado à ministra. Ele recorreu ao Inquérito das Fake News para pedir a investigação de Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Cármen Lúcia durante sessão no TSE | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Crise teve início com relatório sobre o Banco Master

O conflito chegou ao plenário do STF depois da divulgação de um relatório da PF produzido durante as investigações sobre o Banco Master e as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O documento reúne mensagens e registros de contatos relacionados a Vorcaro. Entre o material tornado público está uma conversa na qual o banqueiro pergunta, pouco antes de ser preso em 2025, se deveria deixar o Brasil. As informações sugerem que Vorcaro procurava Moraes para tratar do avanço das investigações.

Vorcaro procurava Moraes para relatar problemas enfrentados pelo Master | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com IA

A Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório. Segundo o órgão, uma apuração sobre autoridades com foro no Supremo não poderia ter avançado sem a iniciativa do Ministério Público.

Moraes, por sua vez, reagiu com base em outro relatório da PF. Esse documento atribui a Mendonça possíveis interferências na condução das investigações, participação irregular em tratativas de colaboração premiada e direcionamento de alvos por razões pessoais ou políticas. O próprio relatório, contudo, informa ter baixa ou moderada confiabilidade, não possuir valor probatório e não apresentar caráter decisório.

Fachin reúne acusações em um procedimento

O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, retirou o pedido contra Mendonça do Inquérito das Fake News e concentrou as controvérsias na Petição 16.704. A medida colocou sob sua condução as acusações e os questionamentos apresentados pelos dois lados.

Fachin concedeu prazo comum de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, a PGR e a PF se manifestassem sobre as condutas discutidas no processo, conforme comunicado do STF.

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