EDIÇÃO DO DIA · 15 de julho de 2026 --:--:-- COLUMBUS 26ºC
DÓLAR R$ 5,13 ▼ -0,31% EURO R$ 5,84 ▼ -0,18%
AO VIVO

BRASIL ESTADO

Sociedade Rural pede diversificação de mercados para manter competitividade da carne brasileira

A Sociedade Rural Brasileira manifestou preocupação com iniciativas que imponham restrições ao uso de antimicrobianos na bovinocultura sem critérios técnicos e científicos. A entidade defende que o Brasil atenda às exigências sanitárias de cada mercado de forma específica, sem adotar restrições nacionais que comprometam a competitividade da cadeia produtiva.

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou que vê com preocupação iniciativas que imponham restrições ao uso de antimicrobianos na bovinocultura sem critérios técnicos e científicos. A entidade quer que o Brasil atenda às exigências sanitárias de cada mercado de forma específica, sem adotar restrições nacionais que comprometam a competitividade da cadeia produtiva.

Em nota, a SRB lembrou que a União Europeia definiu, em 2019, e reforçou, em 2023, o cronograma para novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, com entrada em vigor em 3 de setembro de 2026. Segundo a entidade, o prazo permitia planejamento, mas as adaptações não avançaram no tempo adequado.

+ Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste

A associação afirmou que eventuais soluções não devem provocar mudanças amplas na legislação brasileira nem transferir ao pecuarista o custo de uma adequação voltada exclusivamente ao mercado europeu. Para a SRB, exigências diferenciadas devem ficar restritas às cadeias destinadas a esses mercados.

A entidade também defendeu a separação entre rastreabilidade da produção e uso de antimicrobianos. Segundo a SRB, a rastreabilidade pode ser aprimorada com sistemas como SISBOV, GTA e auditorias nas propriedades, enquanto os antimicrobianos são utilizados há décadas para garantir eficiência produtiva.

Sociedade Rural Brasileira diz que abertura de mercados é prioridade

A SBR lembrou que a China, principal destino da carne bovina brasileira, importou quase 1,7 milhão de toneladas em 2025, gerando US$ 8,8 bilhões. Além disso, afirmou que o Brasil deve concentrar esforços na abertura de mercados estratégicos, como o Japão.

Segundo a entidade, o mercado japonês representa reconhecimento da qualidade sanitária da carne brasileira e fortalece a credibilidade das instituições nacionais. As negociações avançaram depois do reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação.

Leia também: "Produção de leite continua em risco"

Para a associação, o cenário internacional cria uma oportunidade para ampliar a presença da carne brasileira no Japão. A SRB citou os preços elevados da carne nos Estados Unidos e a necessidade japonesa de diversificar fornecedores. A defesa da entidade, portanto, é de que o Brasil priorize mercados de maior valor agregado sem comprometer a competitividade da pecuária nacional.

Reproduzir

O post Sociedade Rural pede diversificação de mercados para manter competitividade da carne brasileira apareceu primeiro em Revista Oeste.

Leia também

VER TODAS ›