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Steinbruch deixa comando da CSN depois de 24 anos

Benjamin Steinbruch deixará a presidência executiva da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) depois de 24 anos no cargo. Aos 73 anos, o empresário passa a presidir o Conselho de Administração da companhia, enquanto a gestão executiva ficará sob responsabilidade de Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale e da Klabin. A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira, 3. Steinbruch assumiu o comando

Benjamin Steinbruch deixará a presidência executiva da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) depois de 24 anos no cargo. Aos 73 anos, o empresário passa a presidir o Conselho de Administração da companhia, enquanto a gestão executiva ficará sob responsabilidade de Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale e da Klabin. A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira, 3.

Steinbruch assumiu o comando da CSN em 2002, depois de ter liderado, em 1993, o consórcio que participou da privatização da companhia. Durante sua gestão, o grupo deixou de concentrar suas atividades na siderurgia e ampliou os negócios para mineração, cimento, ferrovias, portos, logística e energia.

CSN: sucessão em momento decisivo

A troca ocorre enquanto a CSN passa por uma reestruturação para reduzir o endividamento e melhorar sua estrutura de capital. A companhia avalia a venda de ativos, inclusive participações no setor de cimento, como parte da estratégia de desalavancagem. No segundo trimestre, a dívida líquida chegou a R$ 42,13 bilhões.

Schvartsman assume com a missão de conduzir essa etapa financeira. Engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da USP, ele comandou a Vale entre 2017 e 2019 e deixou a presidência depois do rompimento da barragem de Brumadinho. Também foi presidente da Klabin e ocupou posições de liderança em outras grandes empresas brasileiras.

Leia também: “O liberalismo econômico”, reportagem publicada na Edição 337 da Revista Oeste

Apesar da saída da presidência executiva, Steinbruch permanecerá diretamente envolvido nas decisões estratégicas da CSN. Como presidente do conselho, continuará participando da definição dos rumos do conglomerado controlado por sua família.

A mudança representa, portanto, uma separação entre o comando estratégico e a gestão operacional de uma das maiores empresas industriais do país. O mercado recebeu positivamente o anúncio: as ações da CSN chegaram a subir mais de 16% nesta quinta-feira, refletindo a expectativa de investidores em relação à nova gestão e ao processo de redução do endividamento.

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